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Sozinho no Brasil, médico cubano que atuava na linha de frente morre de Covid-19

O médico cubano Lázaro Merquiades Benites Rodrigues, de 55 anos, morreu por complicações da Covid-19 em Itanhaém, no litoral de São Paulo, após menos de uma semana internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O plantonista, que vivia sozinho no Brasil, atuava em unidades de saúde e hospitais de cinco cidades da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, na linha de frente do combate à doença.

“A gente ficou surpreso, nunca imaginou que iria acontecer desse jeito”, disse o médico Yaikel Sifonte Lopez, de 38 anos, ao G1 nesta quinta-feira (4). Amigo de Lázaro desde 2015, quando ambos atuavam pelo programa Mais Médicos, ele conta que prestou os primeiros atendimentos ao colega e o levou para fazer o teste de Covid-19.

Segundo Lopez, o plantonista fazia acompanhamento e apresentou piora nos exames em questão de dias. Ele ficou internado na enfermaria e depois foi encaminhado para a UTI do Hospital Regional Jorge Rossmann, em Itanhaém, na última quinta-feira (28). Após a internação, o médico precisou ser entubado e faleceu nesta terça-feira (2).

“Acho que ele [Lázaro] nunca pensou que evoluiria tão mal. A preocupação era que a esposa voltasse para o Brasil, era desesperado por isso”, diz o amigo, que acompanhou o médico nas últimas semanas.

“Acho que ele [Lázaro] nunca pensou que evoluiria tão mal. A preocupação era que a esposa voltasse para o Brasil, era desesperado por isso”, diz o amigo, que acompanhou o médico nas últimas semanas.

De acordo com o amigo, a esposa de Lázaro morava no Brasil, onde também atuou como médica. Pouco antes da pandemia, o casal saiu de férias e viajou para Cuba, visitando familiares. Em março, apenas o médico retornou ao Brasil, já que a esposa apresentava diversas comorbidades que a enquadravam no grupo de risco.

Além da esposa, o médico tinha um filho de 29 anos, que mora nos Estados Unidos. Sem nenhum parente no país, o corpo de Lázaro será cremado, e a família precisará esperar cerca de 15 dias para receber as cinzas do profissional. Pelo fato de o médico não ter nenhum familiar próximo, a situação foi mais burocrática e demorada.

“O filho fez uma declaração, um documento oficial que foi aprovado na Embaixada de Cuba no Brasil, e a gente conseguiu dar andamento na cremação. Em um período de dez a 15 dias, entrarão em contato comigo para pegar as cinzas, que serão levadas a Cuba”, explica. O amigo reitera que o profissional era preocupado com a saúde, mantinha uma vida ativa e tinha apenas hipertensão.

Trabalho na região

Lázaro, que veio para o Brasil pelo Mais Médicos, passou a atuar fora do programa, de maneira legalizada, inscrito no Conselho Regional de Medicina. Ele atuava como médico plantonista em Peruíbe, Mongaguá, Itanhaém, Miracatu e Juquiá.

A coordenadora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe explica que o profissional começou a atuar na cidade em 2018, em um posto de atendimento à família, antes de começar a trabalhar na UPA.

“Estava na linha de frente, atendendo pacientes com Covid-19 e fazendo as remoções, sempre paramentado, com todos os cuidados. Foi muito rápido, entre a internação e o falecimento”, relembra.

“Estava na linha de frente, atendendo pacientes com Covid-19 e fazendo as remoções, sempre paramentado, com todos os cuidados. Foi muito rápido, entre a internação e o falecimento”, relembra.

A Prefeitura de Peruíbe emitiu uma nota de pesar relatando o caso do médico, que era querido por moradores da cidade. “Que tristeza. Perdemos um excelente profissional”, diz uma internauta na publicação. “Muito triste, excelente profissional, salvou a vida da minha mãe”, relembra outra pessoa nas redes sociais, lamentando sua morte.

Fonte: G1

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