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Tendência à trombose: saiba o que é Trombofilia

Doença tem causas hereditárias, mas também adquiridas e tem relação com anormalidades no sistema de coagulação do sangue

trombofilia é definida como uma propensão ou tendência à trombose venosa que alguns pacientes apresentam em função de uma anormalidade no sistema de coagulação do sangue.

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Foi descrita pela primeira vez por Rudolf Virchow, em meados do século XIX, como parte da tríade de fatores causadores do tromboembolismo venoso (estase, lesão vascular e hipercoagulabilidade).

Pode ser causada por fatores genéticos (hereditários) ou então fatores adquiridos. Em alguns casos, a causa subjacente não é identificada, sendo então classificada como idiopática.

Vários fatores adquiridos contribuem para o estado hipercoagulável, tais como obesidade e uso de hormônios (anticoncepcionais orais e terapia de reposição hormonal).

Sabe-se também que cerca de 10% da população pode apresentar algum fator hereditário associado ao risco de trombose. A maioria destes pacientes com trombofilia hereditária pemanecem assintomáticos até que tenham algum episódio de trombose.

O tromboembolismo venoso (trombose venosa profunda ou embolia pulmonar) é a manifestação mais comum do estado hipercoagulável. Pode ser evitado por meio da identificação dos pacientes com maior risco e com a realização de medidas de prevenção, como uso de meias-elásticas e anti-coagulantes durante uma internação prolongada ou após uma cirurgia de grande porte.

Ao avaliar o risco de desenvolvimento de uma trombose, é importante pesquisar, além da presença de fatores de risco associados, se o paciente apresenta um histórico familiar positivo para o tromboembolismo venoso. Os pacientes podem apresentar vários fatores de risco hereditários e adquiridos coexistentes e a interação complexa entre esses fatores determina o risco geral de tromboembolismo venoso.

As causas hereditárias de trombofilia se dividem em três grupos basicamente:

– Grupo 1: associadas a níveis reduzidos de inibidores da cascata de coagulação: deficiências de anti-trombina III, deficiências de proteínas C e S e plasminogênio;

– Grupo 2: associadas a níveis elevados de fatores de coagulação ( são cinco vezes mais comuns que as do grupo 1): mutação do gene da protrombina e presença do fator V de Leiden;

– Grupo 3: etiologia mista ou desconhecida : níveis elevados de fatores VIII, IX e XI e hiper-homocisteinemia.

Já as causas adquiridas que aumentam o risco de trombose são inúmeras, podendo-se citar as mais comuns como sendo a presença de uma neoplasia maligna (câncer), quimioterapia, doenças mieloproliferativas (leucemias), gestação, pós-parto, estado inflamatório agudo, anticorpos anti-fosfolípides (por exemplo anticoagulantes lúpicos e anticorpos anti-cardiolipina), uso de anti-concepcionais orais ou terapia de reposição hormonal, obesidade, tabagismo, cirurgia, traumas com imobilização prolongada, viagem aérea longa (maior que 4 horas de duração).

Todos os pacientes com suspeita ou diagnóstico de trombose venosa deverão procurar auxílio médico para o correto diagnóstico e tratamento. Naqueles pacientes com uma trombose venosa sem fatores de risco evidentes (trombose venosa não provocada), antes dos 50 anos de idade e com uma história familiar positiva, o médico assistente deve suspeitar de algum fator hereditário associado.

Nesses casos, os exames para rastreamento da trombofilia deverão ser solicitados. Esses pacientes devem ser cuidadosamente acompanhados ao longo da vida e sempre que forem submetidos a alguma situação que aumente o risco de trombose, como uma cirurgia prolongada ou uma viagem de longa duração, deverão receber os cuidados necessários para a prevenção da trombose (deambulação precoce, uso de meias-elásticas e de medicamentos anti-coagulantes).

Como se pode perceber, o tema é complexo e exige sempre a ssistência por um médico qualificado a lidar com essas situações, podendo ser um Angiologista, Clínico Geral ou Hematologista. Geralmente é necessário a atuação de uma equipe multidisciplinar, principalmente nos casos mais complexos.

Fonte: Saúde Plena

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