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Hospital Sírio-Libanês amplia centro de hemodiálise

O Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo (SP), anuncia a ampliação do seu Centro de Hemodiálise, o que permitirá que sejam atendidos 24 pacientes por turno, ante os 15 atuais. Hoje o Hospital Sírio-Libanês realiza ao redor de 1.200 sessões de hemodiálise ao mês e, com a expansão, poderá executar até 2 mil procedimentos mensais. Além disso, também será ampliado de 7 para 12 os pontos para hemodiálise noturna, onde pacientes realizam suas sessões em camas hospitalares. “Os pacientes vêm para cá e dormem fazendo hemodiálise durante 8 horas. Recebem um tratamento de qualidade superior, com inúmeras vantagens descritas”, explica Dr. Claudio Luders, coordenador do Centro de Hemodiálise.

Além de trazer mais conforto, pois pode ser feita durante o sono, a hemodiálise noturna facilita a adaptação do paciente a suas atividades profissionais. O paciente não perde horas durante o dia, quando poderia estar trabalhando, para realizar seu tratamento. Por ser feita em períodos longos, ela poder ser menos intensa, o que contribui para o controle adequado da pressão arterial, possibilitando, até mesmo, a suspensão total dos medicamentos hipotensores em até 90% dos pacientes. Pacientes com hipertensão refratária, hipertensão de difícil controle, com disfunção cardíaca e com dificuldade de adaptação as exigências dietéticas oriundas da falência renal são os que mais se beneficiam desse tipo de diálise.

Atualmente, a população em diálise cresce, em média, 8% ao ano no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, que comemorou conjuntamente com diversas sociedades internacionais, no dia 14 de março, o Dia Mundial do Rim, uma em cada 10 pessoas adultas no mundo têm doença renal. A cada ano, milhões de pessoas morrem por causa de complicações relacionadas à Doença Renal Crônica. Assim, o Dia Mundial do Rim tem por objetivo informar ao maior número de pessoas os riscos da doença, como preveni-la e como retardar sua progressão. A perda progressiva da função é, muitas vezes, silenciosa. Por isso, as pessoas só procuram ajuda tardiamente, o que acarreta prejuízo significativo ao tratamento.

“O tratamento precoce é fundamental para interromper ou retardar a progressão da doença renal e visa impedir que o paciente necessite um dia de diálise”, alerta Dr. Claudio, destacando que as pessoas devem consultar um médico regularmente e pedir que seja verificada sua dosagem de creatinina no sangue e que sejam realizados exames básicos de urina . “Com isso, caso haja alterações, já é possível iniciar o tratamento”.

Para evitar a Doença Renal Crônica os médicos recomendam hábitos alimentares saudáveis, controle da pressão arterial, praticar atividades físicas, não fumar, controle do peso, beber bastante água e nunca tomar remédios sem orientação médica.

Fonte: Revista Hospitais Brasil

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