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Tira-dúvidas: o que esperar da vacinação no Brasil em 2022

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Como será a vacinação contra a Covid-19 em 2022? Quais vacinas serão utilizadas? Teremos dose de reforço? O g1 reuniu algumas perguntas sobre a campanha contra o coronavírus no próximo ano:

Quais vacinas serão utilizadas em 2022 no Brasil?

Por enquanto, Pfizer e AstraZeneca. O Ministério da Saúde optou por imunizantes que já têm registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que já foram incorporados ao SUS pela Conitec. Com essa decisão, a pasta exclui CoronaVac e Janssen, que têm o registro de uso emergencial.

Quantas doses teremos em 2022?

O Ministério da Saúde informou que a campanha de vacinação contará com 354 milhões de doses:

Já sabemos como será a vacinação em 2022?

Em nota, o Ministério da Saúde disse que a campanha 2022 seguirá com a cobertura das doses do ciclo primário de vacinação e “irá avançar na aplicação das doses de reforço em todos os brasileiros com mais de 18 anos”.

Em outubro, Marcelo Queiroga deu alguns detalhes sobre a vacinação no próximo ano:

Quem pode tomar a dose de reforço?

Qualquer pessoa com mais de 18 anos pode tomar a dose de reforço das vacinas contra a Covid-19.

Quem tomou CoronaVac, Pfizer ou AstraZeneca pode tomar a dose de reforço quatro meses após ter completado o esquema vacinal, ou seja, ter tomado as duas doses. Já quem tomou a vacina da Janssen pode tomar a dose adicional de dois a seis meses após a dose única.

O que é a dose de reforço?

O objetivo da dose de reforço é manter imunidade adquirida. “O reforço vacinal é feito para quem já tomou as duas doses da vacina e teve o efeito imunológico esperado. O reforço funciona como uma manutenção. No caso da Influenza, por exemplo, quando a gente aplica o reforço todos os anos, a gente desenvolve anticorpos contra as cepas novas e antigas”, explica o pesquisador titular e diretor da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em São Paulo, Rodrigo Stabeli.

As vacinas são efetivas contra a variante ômicron?

Fabricantes continuam testando suas vacinas contra a nova variante ômicron. Em nota divulgada no dia 8 de dezembro, a Pfizer e a BioNTech informaram que estudos preliminares demonstram que 3 doses de sua vacina contra a Covid-19 neutralizam a variante ômicron.

No dia 7 de dezembro, a Sinovac, laboratório chinês que desenvolveu a CoronaVac, anunciou que está desenvolvendo uma versão da CoronaVac adaptada à variante ômicron.

A Universidade de Oxford disse em novembro que não há evidências de que as vacinas contra o coronavírus não prevenirão doenças graves da variante ômicron, mas acrescentou que está pronta para desenvolver rapidamente uma versão atualizada de sua vacina produzida com a AstraZeneca, caso necessário.

A Janssen – braço farmacêutico do grupo Johnson&Johnson – disse que está avaliando a eficácia do seu imunizante contra a ômicron ao mesmo tempo em que desenvolve uma vacina específica para a variante.

A vacinação será anual?

Ainda não se sabe. Segundo Mariângela Simão, vice-diretora geral de medicamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a entidade tem um grupo que estuda essa possibilidade.

“O grupo estuda a necessidade de se fazer a vacina de reforço, em quais grupos e qual vai ser o comportamento de médio e longo prazo do vírus. Ainda temos uma quantidade de população suficientemente não imunizada para que o vírus continue mutando e levando a novas variantes. Esse é o empurrão para que façamos um esforço coletivo para aumentar a cobertura vacinal no mundo todo e aprimorar a vacina e, eventualmente, fazer recomendações para grupos específicos de vacinação anual”, explica.

Para o infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, a vacinação no futuro vai depender do momento da pandemia.

“No período pós-pandêmico, não há sentido em ficar vacinando toda a população. Teremos, provavelmente, uma vacinação de grupos vulneráveis, algo semelhante com o que a gente faz na gripe. Até lá [o período pós-pandêmico], precisaremos manter altas taxas de proteção. Revacinar quem perdeu proteção, ampliar o número de vacinados, vacinar crianças”, explica Kfouri.

Em entrevista ao g1, o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, disse que a agência segue acompanhando dados sobre a vacinação, mas ainda não existe resposta para revacinação.

“O que vai trazer essa resposta para a gente é esse acompanhamento da capacidade neutralizante, dos anticorpos neutralizantes, e do número de casos que vão surgindo na população ao longo do tempo”.

Crianças menores de 12 anos serão vacinadas em 2022?

Anvisa aprovou o uso da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos no dia 16 de dezembro. A aprovação permite que o imunizante seja usado no país para a faixa etária, mas a chegada do imunizante aos postos depende do Ministério da Saúde.

A dosagem para esse público será menor do que a utilizada por maiores de 12 anos. Para começar a aplicação, o governo federal precisa comprar essas doses.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação de crianças contra Covid pode começar em janeiro após consulta pública, aberta em dezembro. “No dia 5 de janeiro, após ouvir a sociedade, a pasta formalizará sua decisão e, mantida a recomendação, a imunização desta faixa etária deve iniciar ainda em janeiro”.

Anvisa também recebeu em dezembro um novo pedido do Instituto Butantan para autorização de uso da CoronaVac para crianças e adolescentes de 3 a 17 anos e pediu mais dados para para avaliar a aprovação.

Misturar vacinas é seguro?

Sim. Diferentes estudos já apontaram que o mix de vacinas é seguro e pode gerar uma resposta imune mais robusta contra a Covid-19.

Em dezembro, um estudo publicado na revista “The Lancet” combinou as vacinas da Pfizer e AstraZeneca com Moderna e Novavax. O pesquisador-chefe da pesquisa, Matthew Snape, explicou que esses estudos mostram que a vacinação heteróloga pode ajudar no avanço da vacinação em todo o mundo.

Um estudo, liderado por cientistas da Universidade de Oxford, apontou que a combinação Pfizer e AstraZeneca induz boa resposta imune contra a doença.

Existe uma % para definir a imunidade de rebanho?

Imunidade de rebanho ou coletiva foi um termo muito utilizado no começo da pandemia. Cientistas e especialistas tentavam estipular qual a % mínima de vacinados para atingir essa imunidade. No entanto, após dois anos de pandemia, o conceito perdeu força, já que as vacinas contra a Covid-19 ainda não protegem da transmissão, por exemplo.

“A gente falava muito desse conceito antes da questão de as variantes surgirem como um aspecto preponderante. Dizia-se que em torno de 60%, 70% das pessoas vacinadas já conseguiria uma imunidade de rebanho. Mas a gente viu que a Covid é especial neste aspecto. A questão das variantes de interesse epidemiológico faz com que a gente não tinha isso fechado. Por isso, a gente não está aplicando esse conceito. A ideia para todos os países é que tenhamos uma cobertura vacinal em 100% para poder observar isso [imunidade de rebanho]”, diz o gerente-geral da Anvisa.

O infectologista Renato Kfouri concorda. “Não é possível estipular [a porcentagem da imunidade de rebanho]. É uma doença que também permite reinfecção, diferente de sarampo, catapora, caxumba, que só temos uma vez. Essa é mais uma lição aprendida para aqueles que achavam que era possível”.

“Para você ter uma imunidade de rebanho, você precisa ter um vírus que só se tem uma vez, vacinas que sejam capazes de prevenir não só a doença, mas também a transmissão. Essa imunidade é inatingível pra Covid”, completa o infectologista.

Fonte: G1.Globo


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