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Trump volta a declarar vitória e anuncia redução no preço de remédios prescritos

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta 6ª feira (20.nov.2020) que venceu as eleições presidenciais. A fala deu-se em 1 pronunciamento à imprensa sobre a redução no preço de drogas prescritas.

“As grandes farmacêuticas gastaram milhões de dólares em publicidade negativa contra mim durante as eleiçÕes, que eu ganhei, a propósito. Vocês vão descobrir isso. Tivemos 74 milhões de votos“, declarou o presidente.

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Mesmo com alegação infundada, os 74 milhões de votos provavelmente não seriam suficientes para mudar o resultado do pleito. Com 98% das cédulas já contabilizadas, o republicano teve 73,6 milhões de votos, contra 79,6 milhões do democrata Joe Biden.

Fora isso, o atual mandatário teria que reverter ao menos 36 delegados do colégio eleitoral, que representam os Estados nas eleições norte-americanas.

Apesar de insistir na tecla de fraude eleitoral, o pronunciamento na sala de imprensa da Casa Branca teve como objetivo divulgar duas ações do governo para reduzir os preços de drogas prescritos à população.

A 1ª ação seria nivelar por baixo o preço dos remédios em relação ao pago em demais países desenvolvidos. Beneficiaria pacientes associados ao Medicare, programa federal de planos de saúde a idosos e a pessoas com doenças pré-existentes.

O governo estima que o projeto leve a uma economia de US$ 28 bilhões no bolso dos beneficiários. Trump diz que os pacientes é quem vão se beneficiar e não os “poucos indivíduos” que controlam as Big Pharmas (em português, grandes farmacêuticas). O presidente calcula que os descontos vão de 30% a 50%, podendo ultrapassar isso em alguns casos.

Um dos exemplos utilizados por Trump é o da insulina, que segundo ele “destrói vidas e famílias por conta do custo altíssimo”.

A 2ª ação seria exigir descontos das farmacêuticas aos associados do Medicare. Essa diferença passaria para as contas das seguradoras e intermediárias. A medida visa poupar dos beneficiários até 30% anualmente.

“Por gerações, o povo norte-americano tem sido abusado pelas grandes farmacêuticas e seus exércitos de advogados, lobistas e políticos […] Sou leal aos pacientes e às pessoas que precisam de remédios prescritas”, declarou o presidente.

As duas ações devem entrar em vigor em 1º de janeiro. Eram uma promessa de campanha do governo trumpista que remonta as eleições de 2016.

indústria farmacêutica contesta o posicionamento de Trump. Dizem que as medidas beiram o socialismo e que, ao contrário do que o presidente afirma, os associados dos planos de saúde pagarão até US$ 177 bilhões a mais aos seus convênios para cobrir os descontos.

Fica a dúvida se a futura gestão de Biden vai manter as novas regras. O ex-vice-presidente assume a presidência em Washington D.C. em 20 de janeiro. Contudo, as posições recentes do presidente eleito e dos democratas são favoráveis às reduções nos preços, apesar de serem ainda mais severas.

As indústrias farmacêuticas, que estão investindo bilhões nas vacinas contra a covid-19, também são outro obstáculo para Trump neste final de mandato.

Pharmaceutical Research and Manufacturers of America disse em comunicado que trabalha com “todas as opções para impedir este ataque imprudente às empresas que trabalham 24 horas por dia para derrotar a covid-19”.

Já Trump disse na Casa Branca que graças a ele os imunizantes serão disponibilizados em tempo recorde. “Vocês não teriam uma vacina se não fosse por mim pelos próximos 4 anos porque a FDA não deixaria”,

A FDA (Food and Drug Administration) é uma espécie de Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) dos EUA.

“As empresas farmacêuticas não gostam muito de mim, mas tínhamos que fazer isso […] Só espero que eles tenham a coragem de mantê-las [as regras]”, finalizou o presidente.

Fonte: Poder 360 

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