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Uma técnica menos invasiva e com recuperação mais rápida

Recuperação – Existem doenças do coração que acometem as válvulas e geralmente conduzem a sequelas que deformam sua estrutura e, por consequência, alteram a função, as chamadas valvulopatias. As cirurgias convencionais, embora mais duradouras e com qualidade reconhecida, não são recomendadas para todos os pacientes, já que resultam em um corte de cerca de 20 cm a partir do pescoço até um pouco acima da altura do estômago. Necessitam ainda do uso de um coração artificial, transfusão de sangue, além do trauma de tirar a válvula antiga, colocar a nova e ressuturar. Tudo isso implica em risco elevado para aqueles que já passaram por várias cirurgias para tratar o problema, possuem idade mais avançada e um quadro mais grave. A alternativa é uma cirurgia com uma técnica menos invasiva, o TMVI (Implante de válvula mitral transcateter), que pode ser feito tanto pela via transapical, com um corte de 4 cm a 7 cm logo abaixo da mama; ou pela via percutânea, ou seja, o acesso é por veia femoral e punção transeptal, que é menos invasiva.

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Dependendo da valvulopatia, ela pode ser tratada com medicamentos, mas se o grau de deformação e da evolução do quadro for grave pode gerar alterações hemodinâmicas consideráveis. Quando a “válvula não abre direito” significa que há redução da área valvar e isso é considerado uma estenose. Quando a “válvula não fecha direito” e há regurgitação por meio dela, há insuficiência valvar e isso faz o sangue fluir para trás em vez de apenas para frente. Isso reduz a capacidade do coração de bombear sangue para o resto do corpo. Essa condição também causa um acúmulo de contrapressão no coração e pulmões. Essas alterações no fluxo de sangue através do coração podem provocar falta de ar ou fraqueza ao realizar atividades de rotina.

‘SOU MEDROSA’

Foi o que ocorreu com Teresa Sanches, dona de casa de 66 anos que já tinha sido submetida a quatro cirurgias na válvula mitral, a última em 2007, antes de se submeter ao TMVI. “A minha família queria que eu fizesse uma nova cirurgia, mas eu estava resistindo. A válvula tem um tempo de durabilidade de dez anos e eu deixei vencer. Fui resistindo porque ‘serrar’ o peito é um transtorno e eu sou medrosa. Passei muito mal.”

Sanches confessa que temia morrer se fizesse mais uma cirurgia. Outro motivo para ela adiar a cirurgia foi o fato de sua única filha estar grávida e ela queria conhecer o seu primeiro neto. A sua cirurgia, porém, teve que ser realizada antes. Ela foi internada oito dias antes do dia do nascimento dele.

O cardiologista clínico de Sanches, Adriano Ribeiro, vice-diretor da Unidade Coronariana do Hospital Evangélico de Londrina, relatou que a paciente estava em condição de instabilidade clínica muito grande. “Ela estava intubada, com o coração com dificuldade para bombear sangue e o pulmão cheio de líquido; não tinha condições clínicas de fazer uma quinta cirurgia de forma convencional”, destacou. Foi formada uma equipe com vários especialistas e a decisão veio em conjunto. “A melhor opção no caso dela seria a cirurgia TMVI pelo ápice, ou seja, pela ponta do coração. Fizemos uma incisão muito pequena, de 3 a 4 centímetros”, destacou. “Esse caso mexeu com todos no hospital. Eu acompanho a paciente há tempos.”

‘FOI UMA VITÓRIA’

A equipe utilizou duas técnicas conjuntas para guiar onde implantar a nova válvula: por meio de uma radiografia e por meio de um ecocardiograma. O cirurgião cardíaco Alexandre Murakami observou que a recuperação da respiração e o fim do sentimento de fadiga foi quase imediato. “Foi uma melhora quase instantânea nos pulmões, mas como eles estavam cheios de líquido foi preciso ministrar diurético para tirar esse excesso. Ela ainda precisou ficar traqueostomizada, mas logo depois a cânula foi removida e foi voltando ao normal”, detalhou. “Foi uma vitória para a gente. Todo médico gosta de desafios e tirar a paciente daquela condição e ver ela bem e viva dá uma satisfação para toda a equipe.”

Ribeiro, por sua vez, ressaltou que durante a internação a filha levou o neto para ela conhecer e para dar uma força. “Foi uma experiência maravilhosa que envolveu toda a equipe de médicos, enfermeiros, profissionais de fisioterapia, psicólogos. É um sentimento de dever cumprido com certeza. O contexto de cardiopatia grave e o contexto familiar fizeram a gente se envolver um pouco mais”, declarou.

Fonte: Folha de Londrina

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2020/12/21/grupo-ultra-poe-extrafarma-a-venda/

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