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Vacina sem patente é esperança para reduzir gargalos de acesso

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Vacina sem patente é esperança para reduzir gargalos de acesso

A Corbevax, primeira vacina sem patente contra a Covid-19, é vista como uma importante ferramenta para reduzir a desigualdade vacinal e os gargalos de acesso. O imunizante foi desenvolvido por Maria Elena Bottazi e Peter Hotez, co-diretores do Centro Hospitalar Infantil para Desenvolvimento de Vacinas do Texas da Escola Baylor de Medicina.

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Essa não é a primeira vez que os dois pesquisadores trabalham com vacinas. Em 2003, durante o primeiro surto de Sars, eles foram responsáveis pela criação de um imunizante por meio da inserção da informação genética de uma parte do vírus em uma levedura.

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Foi exatamente esse trabalho que serviu como base para a vacina sem patente. O material produzido há quase 20 anos foi atualizado para combater o novo coronavírus.

A novidade exigiu dois ensaios clínicos com mais de 3 mil voluntários na Índia, onde já recebeu autorização de uso emergencial. A vacina mostrou-se segura e bem tolerada pelo organismo, com 90% de efetividade contra a versão sintomática da doença causada pela cepa original e 80% pela variante Delta.

Por ser uma vacina de subunidade proteica, ela possui algumas vantagens sobre as de mRNA, que podem facilitar a democratização do acesso. Por ser uma tecnologia difundida, o processo de produção é mais fácil e, por ser armazenada em refrigeradores comuns, o transporte também é mais simples.

A vacina sem patente será produzida em larga escala pela Biological E. Limited (BioE), que planeja uma meta de 100 milhões de doses por mês já a partir de fevereiro.

Como a vacina sem patente funciona?

O funcionamento básico da Corbevax é o mesmo das demais vacinas, ensinando o organismo a combater o Sars-Cov-2. No caso da vacina sem patente, ela é um imunizante de subunidade proteica.

Ela é produzida a partir de um pedaço da proteína spike do novo coronavírus. Esse pedacinho inofensivo é responsável por ensinar o organismo a lidar com a doença.

Também demandando o uso de duas doses, a principal diferença para outros imunizantes como os da Pfizer, Moderna e Janssen é que ela não simula o vírus, e sim entrega um pedaço dele para o organismo.

Números da desigualdade vacinal

Ao todo, 60% de toda a população mundial já foi vacinada com pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19. A questão é que esse percentual não está igualmente distribuído pelos países.

Nos países ricos, o índice vacinal é ainda maior, chegando a casa dos 77% da população. Muitas dessas nações já pensam ou executam a aplicação das terceira e quarta doses.

Já nos países pobres, apenas 10% das pessoas já foram imunizadas. Isso tem vários motivos, que vão desde dificuldades financeiras e de estoque para compra, até estrutura para produção e armazenamento.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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