Auditório do Associativismo reforça integração setorial
Novo espaço da Farmarcas e Febrafar recebeu investimento de R$ 5,5 milhões e nasce com a proposta de ser um polo de eventos do mercado farmacêutico
por Ana Claudia Nagao em e atualizado em
Nesta segunda-feira, dia 26, a Febrafar e a Farmarcas inauguraram oficialmente o Auditório do Associativismo. O evento mobilizou cerca de 550 convidados, entre representantes da indústria farmacêutica, distribuidores e lideranças do setor, marcando um novo capítulo na trajetória das duas entidades.
Localizado na Rua Domingos de Morais, 2.709, em São Paulo, o novo espaço integra o Edifício do Associativismo, considerado o maior hub de relacionamento do mercado farmacêutico. O empreendimento foi concebido com o objetivo de fomentar conexões, parcerias e negócios entre os diferentes elos do setor.
Com investimento de R$ 5,5 milhões e execução ao longo de 90 dias de obra, o auditório foi idealizado a partir da visão de Edison Tamascia, presidente da Febrafar e da Farmarcas. “Nossa proposta é oferecer um espaço moderno, estruturado e compartilhado para que empresas do setor possam realizar reuniões, encontros estratégicos, treinamentos e eventos institucionais”, afirma.
Durante a inauguração, Tamascia destacou que o evento teve caráter de teste, com o objetivo de apresentar o espaço aos parceiros logo no início do ano, antes da definição das agendas corporativas.
“Sempre acreditamos que o associativismo se constrói a partir da proximidade com as pessoas. Desde os primeiros endereços da Febrafar, fizemos questão de reservar espaços para compartilhar com nossos parceiros. O auditório é a materialização dessa filosofia”, endossa.
Representantes da indústria ressaltaram a importância da iniciativa. Em depoimentos, Gerson de Souza, diretor executivo comercial da Cimed, e Aramis Domont, diretor comercial e de marketing da Geolab, destacaram a visão inclusiva e colaborativa da liderança da Febrafar e da Farmarcas. Segundo eles, o novo espaço fortalece o ecossistema do setor ao estimular a integração, a troca de conhecimento e a proximidade entre os diversos elos da cadeia farmacêutica.
“Mais do que um novo auditório, o espaço simboliza a consolidação do Edifício do Associativismo como um centro de referência para o setor farmacêutico nacional. Nosso objetivo não é gerar lucro, mas viabilizar um ambiente funcional, acessível e sustentável, que contribua para o desenvolvimento coletivo do mercado farmacêutico”, destaca Tamascia.
Auditório do Associativismo tem modelo de uso compartilhado
A concepção do espaço e o modelo de funcionamento foram concebidos para atender, principalmente, indústrias, distribuidores e parceiros do segmento. Segundo o presidente, a proposta não é alugar um auditório convencional, mas compartilhar uma estrutura completa, já preparada para a realização de eventos corporativos.

O auditório tem capacidade para até 300 pessoas e conta com layout em dois níveis, o que garante boa visibilidade do palco e das telas, inclusive para o público acomodado na parte superior. O ambiente dispõe de sistema completo de áudio e vídeo, painel de LED no palco, telões auxiliares, sonorização profissional, internet dedicada e infraestrutura elétrica adequada para eventos de maior complexidade.
Além do espaço principal, o auditório concentra cinco salas de apoio localizadas na parte frontal do palco, destinadas exclusivamente à organização dos eventos. As salas não são utilizadas no dia a dia e ficam reservadas para suporte a palestrantes, equipes técnicas, produção e reuniões internas.
Pacotes de serviços e operação com estrutura fixa
Durante a apresentação, Tamascia explicou que, para garantir padronização e eficiência operacional, o auditório terá uma estrutura fixa de funcionamento, gerenciada por uma equipe de facilities. A equipe será responsável pela limpeza, segurança, recepção, suporte técnico e operação audiovisual durante os eventos.
Para a utilização do espaço, foi definido um custo-base de R$ 50 por pessoa. O valor contempla os principais serviços operacionais, como internet e infraestrutura de conectividade, equipe técnica de áudio e vídeo, operador audiovisual, recepção e controle de acesso, além de limpeza, segurança e suporte geral, com água e café disponíveis ao longo da programação.
De acordo com o executivo, o valor tem como objetivo cobrir os custos operacionais e garantir a sustentabilidade do espaço, sem finalidade lucrativa. O serviço de coffee break não está incluído e será oferecido por fornecedor homologado, escolhido para facilitar o controle de acesso, a logística e a qualidade do atendimento.
Os pacotes de alimentação variam conforme o formato do evento, com opções mais simples a partir de R$ 40 por pessoa ou mais completas, em torno de R$ 60, além da possibilidade de contratação de um ou mais intervalos. A gestão do fornecedor e da operação é realizada pela equipe da Febrafar e da Farmarcas. O pagamento pode ser feito por compensação em conta corrente com as entidades ou por recibo, uma vez que se trata de uma organização sem fins lucrativos.
Regras de uso e filosofia do espaço
Tamascia reforçou que o auditório não funciona como um espaço de locação comercial, mas como um ambiente institucional, com regras próprias de utilização. As empresas organizadoras podem contratar equipes externas de produção, desde que respeitem os protocolos definidos pela entidade. “O espaço é de vocês, dos associados e parceiros, mas precisa funcionar dentro de uma lógica organizada. Queremos facilitar, não criar problemas”, afirma o presidente.
A agenda de uso do auditório já conta com diversos eventos confirmados, o que, segundo a entidade, demonstra o interesse do mercado pela nova estrutura. A recomendação é que as empresas realizem a reserva com antecedência, garantindo disponibilidade e melhor planejamento.
Faturamento bilionário
Durante o evento, Tamascia também apresentou um panorama do crescimento das entidades, que representam cerca de 18 mil farmácias, estão presentes em 3.800 municípios e alcançaram um faturamento estimado próximo de R$ 46 bilhões.




