Analgésicos de venda livre podem movimentar US$ 35 bilhões até 2029
Relatório aponta que categoria pode crescer a um CAGR de 3,81%
por César Ferro em e atualizado em
Segundo um relatório da Mordor Intelligence, o mercado de analgésicos de venda livre deve crescer a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 3,81% entre 2024 e 2029, alcançando um faturamento de US$ 35,97 bilhões (cerca de R$ 186,4 bilhões). A título de comparação, estima-se que o setor tenha registrado uma receita de US$ 29,83 bilhões (R$ 154,6 bilhões) no ano retrasado.
O maior foco em saúde pessoal – resultado direto da pandemia de Covid-19 – ainda é um dos principais motores das vendas. De acordo com um artigo do Annals of Medicine and Surgery de 2022, os medicamentos OTC mais usados durante a crise mundial foram os antipiréticos, anti-histamínicos, supressores de tosse e vitaminas. No entanto, considerando o cenário atual, os analgésicos devem tomar o protagonismo.
Analgésicos de venda livre crescem com o envelhecimento da população
O envelhecimento da população brasileira é outro fator que favorece o avanço da categoria. O público idoso, que é mais propenso a dores crônicas, figura entre os principais compradores dos analgésicos leves.
Anti-inflamatórios não esteroides devem liderar vendas
Também de acordo com o relatório, a maior participação no mercado deve ficar com os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Esses medicamentos atuam na redução da dor e da inflamação, por meio da inibição das enzimas ciclooxigenases (COX).
A categoria pode ser encontrada em cremes e géis para uso tópico, além de formulações orais. A expectativa é que esses remédios tenham uma participação significativa devido à ampla disponibilidade, à carga crescente de casos de dor crônica e inflamação e ao aumento do financiamento de pesquisas sobre o manejo da dor.