Sanofi faz novas exigências para venda da Medley
Processo inclui “mini-leilão” e valor mínimo de US$ 500 milhões
por Gabriel Noronha em e atualizado em
A disputa pela Medley já tem prazo definido. A Sanofi estabeleceu o dia 13 de março como limite para o envio de propostas por sua unidade de medicamentos genéricos no Brasil. As informações são do NeoFeed.
O prazo foi estabelecido para viabilizar uma espécie de “mini-leilão”, que será realizado sem que as companhias envolvidas na disputa tenham acesso aos valores apresentados por suas concorrentes.
Com as propostas em mãos, a expectativa é que a farmacêutica defina a vencedora em poucas horas e anuncie a nova controladora da Medley ainda durante o mês de março.
Venda da Medley tem novos pré-requisitos
O anúncio do prazo veio acompanhado de duas novas exigências. A empresa vencedora terá que manter o atual quadro de funcionários da Medley, composto por cerca de 850 profissionais, por ao menos um ano, além de desembolsar no mínimo US$ 500 milhões (R$ 2,61 bilhões).
O valor exigido é superior às cifras de R$ 2,4 bilhões apresentadas por EMS e Aché na primeira fase e inferior aos R$ 5,4 bilhões projetados pela Sanofi no início do processo de venda.
Diversas farmacêuticas seguem na disputa
Além dos dois laboratórios que lideraram a primeira fase, a gestora Vinci Partners, a Biolab, a Hypera e a indiana Sun Pharma seguem no páreo. Na mais recente atualização sobre o caso, a EMS e a farmacêutica asiática eram tratadas como favoritas.
Venda da Medley é estratégica
A negociação acontece em meio a uma fase de desinvestimentos da Sanofi, noticiada pelo Panorama Farmacêutico, que tem buscado se desfazer de todas as suas unidades de medicamentos genéricos pelo mundo.
Desde 2018, a europeia Zentiva, e a Genfar, presente na Colômbia, no Equador e no Peru, já foram negociadas. A farmacêutica francesa não aparenta ter planos de diminuir o ritmo das vendas, e projeta reforçar seu caixa com aproximadamente € 500 milhões (R$ 3,1 bilhões) provenientes dessas transações.