Novo reajuste de medicamentos deve variar entre 1,9% e 4,6%
Política anual de preços deve impactar quase todas as categorias
por Gabriel Noronha em
De acordo com projeções do Jota, o reajuste de medicamentos que entra em vigor no início de abril deve aumentar o preço dos fármacos entre 1,9% e 4,6%. As estimativas do portal foram feitas com base nos fatores moderadores divulgados pela CMED.
Para o cálculo, foram consideradas a variação de produtividade, o chamado fator X, fixado em 2,683%, e o fator Y, que mede o preço relativo entre setores, mantido em zero. O fator Z, ainda não divulgado, também foi projetado como zero.
O portal ainda recorreu a projeções para completar a variação acumulada nos últimos 12 meses, ainda não divulgada integralmente, e somou esses dados aos índices atuais para estimar o reajuste dos medicamentos de nível 1, que enfrentam maior concorrência.
Essa categoria deve ser reajustada em até 4,6%. Os medicamentos de nível 2, inseridos em um mercado de concorrência intermediária, têm previsão de alta em torno de 3,25%. Já os de nível 3, com menor concorrência, podem registrar aumento máximo estimado em 1,9%.
Reajuste de medicamentos afeta quase todo o setor
Essa alteração na política de preços, gerida pela CMED, ocorre anualmente e vale para quase todas as categorias, com exceção de fitoterápicos, homeopáticos e medicamentos isentos de prescrição com alto índice de concorrência.
O órgão, no entanto, fixa apenas o teto das precificações, impedindo a prática de aumentos excessivos. “É comum que o consumidor encontre medicamentos com desconto sobre o valor do preço máximo”, afirma Mateus Amâncio, secretário executivo da CMED.