Lucro da Pague Menos sobe mais de 70% no 4º tri
Rede de farmácias chega ao oitavo trimestre consecutivo de crescimento
por César Ferro em e atualizado em
Segundo dados divulgados na sexta-feira passada, dia 27, o lucro líquido ajustado da Pague Menos ficou em R$ 132,7 milhões no quarto trimestre de 2025. O montante significa um avanço de 72,2% no indicador. No ano, o resultado foi de R$ 286,6 milhões, um avanço de 88,5%.
No período, a margem do EBITDA ajustado subiu de 4,6% para 5,8%, enquanto o indicador alcançou R$ 250,3 milhões. No acumulado de doze meses, o resultado foi de R$ 904,7 milhões, alta de 44% e margem de 5,6%, o maior patamar já registrado pela varejista. A margem de contribuição alcançou 8,3% em 2025, recorde histórico e evolução de 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação a 2024.
A rede encerrou o ano com 50 novas farmácias e dez fechamentos, totalizando 1.689 PDVs, com venda mensal por unidade na casa dos R$ 855 mil (+17,7% sobre o ano retrasado). O crescimento de mesmas lojas também avançou, de 17,1% para 18,6%, e o market share nacional chegou a 6,9%, sendo 22,2% no Nordeste.
A companhia fechou 2025 com um fluxo de caixa livre de R$ 212,3 milhões, crescimento de 61,3% em relação ao ano anterior, impulsionado por uma melhora no ciclo de caixa no último trimestre e pela forte geração operacional.
A alavancagem financeira recuou para 2x a dívida líquida/EBITDA ajustado ao final do período, redução de 0,8x em relação ao 4T24 e 3,6x abaixo do pico registrado no 1T23. O perfil da dívida também evoluiu, com maior prazo médio e menor concentração no curto prazo.
Pague Menos cresce pelo 8º trimestre seguido
A empresa encerrou o 4T25 com crescimento recorde de 19,8%, registrando o oitavo trimestre consecutivo de evolução. A receita bruta atingiu R$ 4,3 bilhões, desempenho mais de cinco vezes superior à inflação do período. No acumulado de 2025, a Pague Menos registrou R$ 16 bilhões em vendas, um crescimento de 18,3%.
O avanço das vendas combinou aumento de volume e tíquete médio. No ano passado, os atendimentos cresceram 7,9% e o valor médio de transação avançou 9,6%, refletindo maior frequência de compra e evolução do mix de produtos.
Canais digitais e serviços farmacêuticos tiveram protagonismo
As vendas omnichannel totalizaram R$ 906 milhões no 4T25, um crescimento de 58% frente ao mesmo período do ano anterior, passando a representar 21% da receita bruta total.
No acumulado de 2025, as vendas digitais atingiram R$ 3,1 bilhões, alta de 55%, impulsionadas pelo aumento da frequência de compra e pela evolução da experiência no aplicativo. A margem de contribuição dos canais digitais avançou três pontos percentuais no período.
A varejista encerrou o ano com 1.181 consultórios farmacêuticos, um crescimento de 8,7%, acumulando 5,5 milhões de atendimentos nos doze meses. A vertical de vacinação registrou aumento superior a 500% no faturamento anual, consolidando-se como importante alavanca de tráfego nos consultórios.
Distribuição e logística serão novos focos
Também de acordo com o balanço, uma das principais prioridades da rede de farmácias será otimizar sua malha logística. Para isso, a companhia irá dedicar quase um terço do investimento à abertura de um novo centro de distribuição na Paraíba.
O investimento mais que dobrou em 2025. Enquanto em 2024 foram aportados R$ 102,2 milhões, no ano passado o montante saltou para R$ 261,4 milhões.
A companhia reforçou o departamento no fim de janeiro. Para impulsionar a escala de atuação combinando tecnologia e governança, a empresa anunciou a chegada de Eduardo Brito para o cargo de diretor de logística.
“Nosso foco será evoluir processos, tecnologia e, principalmente, desenvolver pessoas, garantindo um nível de serviço cada vez mais alto para as lojas e, consequentemente, para nossos clientes em todo o Brasil”, afirmou o executivo, ao assumir a posição.