Como preparar sua equipe para o uso da IA?
Apesar de difundida, tecnologia ainda tem potencial subaproveitado por falta de capacitação
por César Ferro em
Segundo estudo da McKinsey & Company, 72% das organizações já utilizam inteligência artificial de alguma forma. Apesar da ampla disseminação, ainda faltam protocolos estratégicos para o uso dessa tecnologia.
De acordo com pesquisa da Thomson Reuters, apenas 14% das companhias que já incorporaram a IA à rotina contam com estratégias formais para sua aplicação. Para Carlos Perobelli, CEO e fundador do theGarage IA, esse desequilíbrio evidencia a falta de preparo das equipes.
“A adoção vem acontecendo antes da preparação. Sem pessoas capacitadas e sem clareza de processos, a ferramenta acaba sendo subutilizada e não gera o impacto esperado”, analisa.
Os quatro pilares para implementar a inteligência artificial
Pessoas em primeiro lugar
Colocar a tecnologia à frente das pessoas que irão operá-la é, na visão do executivo, um dos erros mais comuns. “O processo precisa seguir a lógica inversa. Antes de escolher qualquer ferramenta, a empresa deve entender quem são as pessoas, qual é o nível de preparo delas e definir mecânicas de aprendizagem”, explica. Para ele, essa análise exige compreensão sobre conhecimentos técnicos e o grau de adaptação de cada colaborador às novas ferramentas.
Fuja das trilhas unificadas
Seguindo essa lógica, também é fundamental personalizar a jornada de capacitação de cada equipe. “Um desenvolvedor, um analista e um gestor não utilizam a IA da mesma forma. Ou seja, um treinamento genérico, no fim, não atende ninguém de maneira eficiente”, comenta. Nesse contexto, a personalização garante melhor aproveitamento dos conteúdos.
Aplicação deve ser clara
Não basta compreender as necessidades da equipe e adequar a jornada de aprendizagem se a aplicação prática da ferramenta não estiver alinhada às atividades do time. Para o especialista, o engajamento aumenta quando fica claro para cada colaborador como a tecnologia pode tornar sua rotina mais eficiente.
Capacitação deve ser constante
Como o universo da inteligência artificial avança rapidamente, tecnologias se tornam obsoletas em pouco tempo. Por isso, a capacitação deve ser contínua. “Não existe capacitação pontual. A empresa precisa criar uma cultura de aprendizado contínuo, acompanhando a evolução das soluções”, declara.