Anvisa amplia o acesso à polilaminina
Uso compassivo é autorizado para 38 pacientes
por Gabriel Noronha em
A Anvisa, por meio de uma decisão publicada no dia 27 de março, autorizou o uso compassivo da polilaminina para 38 pacientes. A medida permite que os contemplados tenham acesso ao medicamento, que ainda não tem registro no país. As informações são do portal Poder360.
De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, essa é apenas uma das levas de autorizações concedidas pela autarquia. Até 12 de março, por exemplo, 33 pedidos haviam recebido parecer favorável, enquanto 59 solicitações foram registradas.
Dentre todas as reivindicações, 41 são de autoria do Cristália, patrocinadora dos estudos clínicos da substância no Brasil, que conseguiu 38 autorizações, duas recusas e ainda aguarda o retorno de um caso. Outros 32 requerimentos foram realizados individualmente por pacientes, mas apenas o status dos pedidos relacionados ao laboratório foi divulgado.
Polilaminina está sendo estudada no país
A polilaminina é a versão sintetizada de uma proteína produzida em grandes quantidades pelo corpo humano durante a fase embrionária, que atua na organização e no crescimento de tecidos neuronais.
Embora o Cristália já tenha desembolsado mais de R$ 100 milhões no financiamento do fármaco, o produto segue na fase 1 de estudos clínicos no Brasil.
Se comprovada eficaz, ao ser injetada no espaço onde houve rompimento dos tecidos, a polilaminina deve “recriar” a ponte entre os neurônios localizados acima e abaixo da lesão, restabelecendo o fluxo de impulsos elétricos que comandam movimentos e sensações, além de transmitir dor, temperatura e toque.