Cimed supera R$ 1 bi de faturamento no primeiro trimestre
Sell-in e sell-out crescem acima de 20%
por Gabriel Noronha em e atualizado em
O mais recente balanço da Cimed, relativo ao primeiro trimestre do ano, revelou um faturamento de R$ 1 bilhão, além de crescimento de 20% nas vendas para o varejo (sell-in) e de 25% nas vendas ao consumidor final (sell-out). As informações são do Broadcast.
De acordo com João Adibe, diretor-presidente da companhia, o resultado é reflexo direto de ações implementadas no último trimestre do ano passado, quando a empresa decidiu priorizar o giro de produtos no varejo, mesmo que em detrimento de suas margens. “Preferimos crescer com menos margem do que perder espaço. Depois, recuperar posição custa mais caro”, explica.
Na visão da empresa, o fortalecimento do sell-out pode destravar as recompras e consolidar sua participação no mercado. “Tudo o que plantamos no fim do ano consolidou o resultado do primeiro trimestre”, complementou o executivo.
Mix diversificado impulsionou o faturamento da Cimed
Adibe ainda afirmou que a estratégia de ampliar o portfólio para além do canal farma tradicional foi fundamental para a melhoria dos índices. Enquanto os medicamentos genéricos e a linha sazonal de inverno se mantiveram como carro-chefe da farmacêutica, as vendas dos produtos Lavitan avançaram cerca de 60%. Lançamentos do segmento de higiene e beleza, como a linha infantil João e Maria e a marca Super, também ganharam relevância no período.
Cimed quer sustentar os indicadores de crescimento
Para garantir a manutenção deste ritmo de crescimento, a farmacêutica planeja expandir sua capacidade e eficiência logística, investindo entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões em 2026.
Parte dessa verba será destinada à construção de um novo centro de distribuição em Minas Gerais, previsto para o fim de abril ou o início de maio. Seu principal objetivo será reduzir os custos de frete, que subiram quase 50% em relação ao ano passado.
Em 2026, a Cimed espera crescer ao menos 15%, ancorada na grande demanda por medicamentos genéricos, que atualmente supera a capacidade produtiva da farmacêutica em quase 25%.