Competição deve reduzir preço das canetas emagrecedoras, avalia FarmaBrasil
Fim de patente deve ampliar concorrência no mercado
por Gabriel Noronha em
O presidente do Grupo FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri, participou do programa CB.Poder, do Correio Braziliense e da TV Brasília, e projetou mudanças nos preços das canetas emagrecedoras no Brasil nos próximos meses.
Exibida nesta segunda-feira, dia 23, a entrevista repercute o fim da patente da semaglutida, oficializado no último sábado, dia 20. Na ocasião, o executivo reforçou que houve o vencimento da proteção, e não uma quebra, o que permite a entrada gradual de novos produtores no mercado.
“Estamos entrando justamente nessa fase. Esses medicamentos são complexos, de descoberta e uso recentes, com um processo de produção sofisticado, caro e demorado. Haverá redução de preço, mas não será imediata”, afirma Arcuri.
Anvisa já avalia novas versões das canetas emagrecedoras
“Já existe um número significativo de pedidos de registro na Anvisa. Não é apenas uma possibilidade futura; é uma entrada previsível de competidores que barateará a compra privada e abrirá caminhos para o sistema público. Estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul já testam o uso em ambientes controlados, o que servirá de exemplo para a expansão futura”, adicionou.
Como já noticiado pelo Panorama Farmacêutico, ao menos oito medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo utilizado no Ozempic, Wegovy e Rybelsus, já estão sob análise da Anvisa.
Democratização do acesso à categoria tem dois caminhos
Arcuri ainda afirmou que a democratização do acesso à categoria tem duas dimensões: no setor privado, com a redução de preços impulsionada pela competição, e no setor público, por meio do SUS.
“A tendência é que o sistema ofereça o que há de melhor, mas o valor ainda será alto, mesmo com as reduções por volume de compra. O Ministério da Saúde e a Conitec analisam como atingir um valor suportável para o sistema público”, explica.