Cristália desmente perda de patente da polilaminina
Segundo farmacêutica, proteção internacional segue até 2043
por César Ferro em e atualizado em
Depois de declarações da pesquisadora Tatiana Sampaio de que o Brasil teria perdido a patente da polilaminina internacionalmente, o Laboratório Cristália se pronunciou por meio de nota. As informações são do Metrópoles.
Segundo a cientista, cortes no financiamento de estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) teriam inviabilizado pagamentos para garantir a exclusividade. Mas, de acordo com o comunicado da farmacêutica, a companhia solicitou a proteção nacional em 2022 e a internacional um ano depois.
“Como todas as patentes, as relativas ao processo de extração, purificação e polimerização da polilaminina têm validade de 20 anos, vencendo em 2042 a patente nacional e 2043 a internacional”, afirma o texto.
Patente da polilaminina teria perdido validade por falta de pagamento
Tatiana, que é a pesquisadora responsável pelo desenvolvimento inicial da tecnologia, afirmou que, em 2007, o pedido de patente internacional teria perdido a validade por falta de pagamento de taxas, durante um período de restrição orçamentária. A concessão da exclusividade nacional teria ocorrido apenas em 2025, mas, como o período de 20 anos conta a partir do pedido, que foi paralelo ao internacional, se encerraria no próximo ano.
Diante da repercussão, o Cristália decidiu se posicionar oficialmente. A hipótese mais aceita é que as partes estejam se referindo a solicitações de proteção diferentes, sendo a da cientista movida ainda no início da pesquisa acadêmica, enquanto a farmacêutica aborda pedidos mais recentes, ligados a desenvolvimentos tecnológicos posteriores.
Farmacêutica comprou fábrica para absorver demanda
Disputas por patente à parte, o laboratório já se prepara para atender à demanda pelo medicamento experimental. A companhia assumirá a operação da fábrica da Takeda em Jaguariúna (SP).
A empresa japonesa, que mantém apenas a planta em questão no País, irá transferir os remédios produzidos nela para outras unidades. Também está previsto no negócio que o Cristália fornecerá alguns produtos acabados para a multinacional. A unidade se soma às fábricas de Campinas, Cotia, Itapira e São Paulo (SP), além da mais recente, inaugurada em Montes Claros (MG) há cerca de quatro meses.
No Complexo Industrial, localizado em Itapira, a empresa mantém ainda uma farmoquímica e uma farmoquímica oncológica, responsáveis pela fabricação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), além de duas plantas de biotecnologia, sendo uma dedicada a anaeróbicos.