Entenda quando o excesso de ferramentas atrapalha a gestão
Discernimento passa a ser diferencial competitivo em um ambiente saturado de ofertas
por Gabriel Noronha em
À medida em que o varejo farmacêutico se profissionaliza rapidamente, os executivos do setor precisam definir tecnologias, plataformas, modelos de gestão, métodos e abordagens aplicadas diariamente em seus PDVs. O número de opções disponíveis, no entanto, cria um paradoxo. Em um cenário de excessos, a tarefa de escolher a solução que realmente corresponda aos investimentos ganhou complexidade.
Conforme o setor se adapta às constantes mudanças geradas pela tecnologia, que alteram o comportamento do consumidor e os parâmetros de funcionamento das farmácias, as margens de ganho dos PDVs se estreitam e a competição se intensifica.
Escolhas podem transformar a gestão de farmácias
Gilson Coelho, criador de uma universidade digital e parte da equipe de Especialistas do Panorama Farmacêutico, afirma que discernimento é uma das principais habilidades necessárias para uma gestão de sucesso.
“À primeira vista, quase todas as alternativas de ferramentas se apresentam como aderentes ao negócio. Muitas são bem estruturadas, bem comunicadas e visualmente atraentes. A diferença raramente se revela no discurso inicial. Ela aparece no processo, no tempo e na prática cotidiana”, explica.
Na sua visão, algumas escolhas nutrem o negócio, fortalecem a operação e criam bases sólidas para o crescimento. Outras, embora vistosas no começo, acabam comprometendo a saúde da empresa ao longo do caminho.
Diferentes farmácias apresentam necessidades distintas
O executivo ainda ressalta que replicar estratégias disseminadas por grandes players do setor nem sempre é o mais adequado, mesmo que as experiências vividas por essas empresas tenham sido muito positivas.
Muitas PMEs do setor estão digitalizadas, mas são péssimas na execução da cultura e dos processos, que se tornam ainda mais burocráticos com um sem número de ferramentas. “Plataformas mostram números, mas é a presença contínua do gestor que revela o verdadeiro dia a dia da loja, observando rupturas, comportamento da fila, gôndolas mal abastecidas e as condutas do balconista e do cliente”, finaliza.