Entidades varejistas e governo debatem melhorias no Farmácia Popular
Setor apresenta propostas para modernizar programa e otimizar processos
por Gabriel Noronha em e atualizado em
Possíveis mudanças no Farmácia Popular pautaram uma reunião entre o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes de diversas associações varejistas como Abrafarma, ABCFarma, Febrafar e Pacto Mais.
No encontro realizado na última sexta-feira, dia 6, as entidades apresentaram sugestões para aprimorar o funcionamento do programa, que beneficia as farmácias credenciadas e amplia o acesso da população aos medicamentos.
“Levamos ao ministro Padilha uma série de situações que ocorrem diariamente nas farmácias credenciadas ao PFPB e que precisam ser revistas, dada a importância do programa para a saúde de todos os brasileiros”, afirma Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.
“Hoje, percebemos que muitas farmácias estão deixando de atender pelo PFPB devido à inviabilidade relacionada aos valores de repasse e aos processos de auditoria. Acredito que todas as sugestões apresentadas, especialmente em relação ao uso de novas tecnologias, elevarão o Farmácia Popular a um novo patamar, com o uso adequado dos recursos, ausência de fraudes e, principalmente, um atendimento com menos atrito para os usuários”, complementa.
Confira as possíveis mudanças no Farmácia Popular
A comitiva, composta também por Rafael Oliveira Espinhel, presidente executivo da ABCFarma; Adriana Nunes Gomes, diretora de Relações Institucionais da Abrafarma; Francisco Celso Rodrigues, diretor executivo da mesma entidade; Katia Ribeiro, representante da Febrafar; e Castro Neto, CEO da Pacto Mais, apresentou preocupações, esclareceu dúvidas sobre a operação do programa e sugeriu regras alternativas para facilitar a rotina das farmácias.
“O Programa Farmácia Popular é uma das políticas públicas mais relevantes no cuidado com a saúde pública do país. No entanto, como todo programa de grande dimensão, ele enfrenta desafios operacionais. Muitos desses desafios podem e devem ser minimizados com o uso de tecnologias mais avançadas, capazes de trazer mais segurança, transparência e respostas mais rápidas e eficientes para a administração pública”, afirma Espinhel.
“Nosso papel, enquanto entidade representativa, é contribuir com dados, evidências e a experiência prática do setor. Quando o poder público se senta à mesa com as entidades que representam as farmácias, o resultado tende a ser mais factível, seguro e alinhado à realidade da operação”, avalia o executivo.
Entre os pontos discutidos, destacou-se a necessidade de maior transparência nos critérios de auditoria e em suas justificativas. Além da possibilidade de implantar a biometria como complemento na identificação dos beneficiários nas farmácias credenciadas, a fim de evitar fraudes na liberação de medicamentos gratuitos.
Também foi ressaltada a importância da automação nas auditorias, medida que pode tornar os procedimentos mais ágeis e menos burocráticos, evitando que farmácias permaneçam inativas por longos períodos.