Eurofarma obtém registro inédito de tratamento para epilepsia
Fármaco aprovado em outros países da América Latina reforça portfólio da farmacêutica
por Gabriel Noronha em
A Eurofarma anunciou a introdução do medicamento de referência XCOPRI (cenobamato) no mercado brasileiro. O fármaco, utilizado no tratamento para epilepsia, foi aprovado pela Anvisa na última semana e pode chegar às gôndolas ainda em 2026.
O registro acompanha decisões já tomadas em países como Argentina, Chile, Equador e Peru, onde o fármaco foi aprovado, e dá continuidade à expansão do portfólio da farmacêutica para o sistema nervoso central.
A epilepsia afeta milhões de pessoas na América Latina e, em muitos casos, as crises persistem mesmo com o uso das terapias disponíveis, impactando significativamente a qualidade de vida de pacientes e familiares.
“O tratamento com cenobamato pode reduzir drasticamente as crises epilépticas mesmo em pacientes com epilepsia farmacorresistente, com benefícios importantes de qualidade de vida para pessoas com epilepsia no Brasil e América Latina”, afirma João Siffert, vice-presidente de Inovação na Eurofarma.
Ainda segundo o executivo, pacientes que antes não tinham acesso a medicamentos inovadores como este, ou que dependiam de importação excepcional, passarão agora a ter acesso a uma nova opção terapêutica.
“A aprovação pela Anvisa é também um marco importante que reforça nosso compromisso em investir em soluções inovadoras, com alto valor clínico e impacto social”, complementa.
Tratamento para epilepsia se destacou durantes testes
Nos estudos clínicos pivotais, pacientes tratados com 400 mg/dia apresentaram redução mediana de 65% na frequência de crises focais durante a fase de manutenção, enquanto a dose de 200 mg/dia resultou em redução mediana de 55,6%.
Em um ensaio clínico realizado pela farmacêutica em 2025, 79,6% dos pacientes apresentaram redução igual ou superior a 50% na frequência de crises após um ano de tratamento com cenobamato, enquanto 36,6% atingiram liberdade de crises. Após dois anos, os índices permaneceram elevados, com 80% dos pacientes mantendo redução ≥50% e 30,9% sem crises.