Farmácias projetam repasse gradual do reajuste dos medicamentos
Alta varia de 1,13% a 3,81% e poderá ser aplicada a partir de quarta-feira, dia 1º
por César Ferro em
A partir desta quarta-feira, dia 1º, entra em vigor o reajuste dos medicamentos. Segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), os preços poderão variar de 1,13% a 3,81%, dependendo do nível de concorrência do remédio. As informações são do Correio do Povo.
Assim como nos últimos anos, a resolução divide os fármacos em três níveis de acordo com a competição de cada mercado:
- Nível 1 (alta concorrência): até 3,81%
- Nível 2 (média concorrência): até 2,47%
- Nível 3 (baixa concorrência): até 1,13%
“Embora o reajuste passe a ser autorizado a partir de abril, sua aplicação não é, necessariamente, imediata nem uniforme. Portanto, o comportamento mais comum é de repasse escalonado ao longo do ano, e não um aumento linear imediato”, explica Leomar Rehbein, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Rio Grande do Sul (Sinprofar RS).
Reajuste dos medicamentos deve ter impacto “moderado e heterogêneo”
Para o executivo, o impacto nas farmácias tende a ser “moderado e heterogêneo”, já que o reajuste é considerado relativamente baixo em termos históricos. “O mercado é altamente competitivo, o que freia o repasse integral ao consumidor”, analisa.
Cálculo leva em consideração quatro indicadores
A CMED considera quatro índices para definir o reajuste. O primeiro deles é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o principal indicador da inflação oficial. Ele atingiu 3,81% no acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro.
Os demais fatores dizem respeito a pontos-chave para o mercado: o ganho de produtividade do setor farmacêutico, os custos específicos do canal – como câmbio e insumos – e a concorrência do fármaco.
Por falar em concorrência, os medicamentos genéricos e similares devem ser os mais afetados, por se enquadrarem no nível 1 de reajuste.