Gestor mira dez farmácias até 2030 após flertar com falência
Pedro Antônio Felix superou dificuldades financeiras para mirar liderança no sudoeste mineiro
por César Ferro em
A maioria dos gestores de farmácia já passou por algum momento de dificuldade financeira. Com Pedro Antônio Felix, de Monte Santo de Minas (MG), não foi diferente. No quarto episódio da seção Minha História em 2026, contamos a trajetória do empresário que, após flertar com a falência, virou o jogo com a ajuda do associativismo e hoje desenha um plano de expansão robusto.
O empreendedor é oriundo de uma família humilde residente em Monte Santo de Minas, município no sudoeste mineiro com pouco mais de 20 mil habitantes. Para ajudar a mãe salgadeira e o pai açougueiro, ele precisou ingressar cedo no mercado de trabalho. Com apenas 11 anos conquistou seu primeiro emprego em uma farmácia da cidade.
Após atuar por mais de uma década na drogaria do seu José Basílio e assimilar numerosos aprendizados sobre o setor, Felix projetou um novo rumo para a carreira. “Notei que a minha visão de mercado estava se distanciando dos objetivos que seu José cultivava. Diante disso, optei por abrir meu próprio negócio”, conta.
Antes da tempestade, a bonança
Em 2012, ele inaugurava a primeira loja. As ideias que ele já desejava aplicar na drogaria onde trabalhava foram, enfim, colocadas em prática. Em três anos o empresário comprou um prédio, promoveu sua demolição e transferiu o PDV para esse espaço.
Esse movimento, porém, revelou-se precipitado. “A operação crescia muito rapidamente e já não era mais possível geri-la apenas à base de feeling. Era necessário profissionalizar a gestão, mas não possuía ferramentas”, reconhece. A combinação entre o crescimento desordenado e os custos da mudança foi traumática, levando a uma grave crise financeira que se estendeu até 2019.
Solução veio do “Paraíso”
A menos de 40 quilômetros de Monte Santo de Minas, está situada uma cidade chamada São Sebastião do Paraíso. O nome não poderia ser mais sugestivo. Foi nesse município de quase 65 mil habitantes que o gestor encontrou o que seria a solução para os seus problemas.
“Lá funcionava uma loja da Ultra Popular. Logo de cara, o modelo de negócios despertou minha atenção, assim como o nível de profissionalismo que, mesmo de fora, já era notório”, relata. O empresário entrou em contato com a Farmarcas, e iniciou os trâmites para conversão de bandeira. O processo foi positivo, mas desafiador, exigindo que Felix saísse da zona de conforto.
“Durante uma reunião, o Edison Tamascia recomendou participação em curso da Nortus. Ainda não sabia como reverter minha situação, mas essa formação foi vital para ampliar meus horizontes como gestor”, acredita.
Empresário quer comandar dez lojas até 2030
Passados sete anos da conversão para a Ultra Popular, os resultados demonstram o acerto da decisão. O faturamento médio mensal, que girava em torno de R$ 130 mil, saltou para R$ 500 mil e a farmácia já atingiu um market share de 30% na cidade.
Agora, o empresário concentra seus esforços na expansão no canal farma. A expectativa é que, ainda no primeiro semestre, ele inaugure sua segunda loja, dessa vez no município de Cássia (MG).
A nova unidade é o primeiro passo de um projeto ainda mais ambicioso. “Meu sonho é chegar a dez lojas no sudoeste mineiro até o fim da década, totalizando um faturamento mensal entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões”, revela. “Hoje, sou um gestor muito mais capaz e, com o auxílio da Farmarcas, sei que não darei nenhum passo maior do que as pernas”, completa.
