Interplayers quer se consolidar como ponte entre canal farma e pacientes
Realizada no campus da USP, a caminhada reuniu mais de 120 participantes / Foto: Leandro Luize
O último fim de semana de janeiro marcou uma iniciativa inédita da Interplayers, por meio do projeto Caminhos que Conectam. Para a estreia, o hub de negócios de saúde e bem-estar contou com a parceria da Associação Brasil Parkinson (ABP), no intuito de estimular a atividade física e a integração entre pessoas que convivem com a condição.
Realizada no campus da Universidade de São Paulo (USP), a caminhada reuniu mais de 120 participantes, resultado que representa apenas uma fração do sucesso da iniciativa. “Ao todo, recebemos mais de 500 inscrições”, comemora Adalene Tiso, head de negócios da área de healthcare da companhia.
Além de participantes da capital paulista, o evento atraiu pessoas com Parkinson de diversas cidades do interior do estado e vinculadas a outras instituições, consolidando a iniciativa como um ponto de encontro da comunidade e promovendo a troca de experiências e vivências.
Caminhada da Interplayers foi oportunidade de escuta ativa
Para a executiva, um dos principais pontos positivos do evento foi a possibilidade de interagir diretamente com o público final, compreendendo em primeira mão suas dores e anseios. “Essa interação próxima é valiosa para o desenvolvimento de soluções e para entender a jornada dessa pessoa até o tratamento”, avalia.
O encontro, que foi um piloto para futuras edições, mostrou que esse diálogo é importante não só para o hub, mas para todo o ecossistema de saúde. Por isso, a companhia já começou a planejar a segunda edição, que deve acontecer no segundo semestre de 2026 e contar com uma maior participação de indústrias e varejistas.
“A experiência de ouvir diretamente do paciente suas dificuldades, o dia a dia e as barreiras enfrentadas até o diagnóstico é riquíssima e crucial para todos que atuam na área da saúde”, garante Adalene.
A audiência que prestigiou o evento ajuda a entender a diversidade de pessoas com essa condição e, por consequência, as complexidades para reduzir as barreiras de acesso e adesão. De um lado, o engenheiro mecânico Adimilson da Silva, 58 anos, mantém tratamento contínuo e preserva uma vida profissional ativa em Piracicaba, no interior de São Paulo. Seus filhos residem na capital paulista, para onde planeja se mudar em até dois anos.

“Iniciativas como essa, envolvendo o mercado e a associação, são fundamentais para a socialização de quem convive com a doença e também para ampliar a informação sobre o assunto. Além disso, contribuem para formar uma rede de apoio clínico e institucional cada vez mais estruturada”, acredita.
No caso de Natividade de Oliveira Ribeiro, 80 anos e portadora desde os 49, as implicações do Alzheimer já estão mais avançadas e a condição afetou seus movimentos e a fala. Há dez anos ela se submete a sessões de fisioterapia e fonoaudiologia por intermédio da ABP. Mas mesmo sobre a cadeira de rodas e diante dessas condições, ela foi estimulada pelos filhos Reginaldo Soares Ribeiro e Solange Aparecida Ribeiro a aderir à caminhada.
“Estamos diante de uma doença oportunista, cujo combate passa por permanente incentivo à qualidade de vida e à interação social”, ressalta Reginaldo.

Hub de conexão setorial
A Interplayers quer se consolidar como principal ponto de conexão entre o mercado de saúde e os pacientes. O portfólio de serviços disponibilizado à indústria farmacêutica exprime esse objetivo. A companhia atua com soluções como SAC, Gestão de Programas de Suporte e Diagnóstico ao Paciente, incluindo atendimentos especializados realizados por enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas.
“Também oferecemos plataformas para gerenciamento de exames e serviços de telessaúde, tudo para aproximar quem produz de quem precisa do tratamento”, completa Adalene.
Inteligência artificial potencializa integrações
Para oferecer soluções de acompanhamento da jornada do paciente cada vez mais completas, uma das principais apostas da empresa é a inteligência artificial. A plataforma PlayOne, apresentada em setembro de 2025, representa um dos principais ativos.
“Buscamos potencializar o atendimento humano, com base em dados centralizados e capazes de orientar corretamente o paciente. A caminhada é apenas um gesto simbólico do que estamos fazendo na prática, que visa conectar a jornada da indústria com soluções que impactam a rotina do paciente”, finaliza a executiva.