Lilly lança documentário de conscientização sobre a obesidade
Filme reúne ciência, histórias reais e especialistas para redefinir o debate
por César Ferro em
Chegou às telas na quarta-feira passada, dia 25, o documentário Obesidade, uma doença crônica. Produzido pela Lilly, o filme coloca em primeiro plano as histórias de quem convive diariamente com uma das doenças crônicas mais complexas e mal compreendidas do Brasil.
Para representar esses pacientes na obra, a farmacêutica contou a história de Thayane Dornellas, carioca de 28 anos, que vive em São Paulo e compartilha uma trajetória comum a milhões de brasileiros. Colocada na primeira dieta aos 10 anos de idade, ela passou a adolescência inteira tentando emagrecer sem sucesso, convivendo com julgamentos na escola e até no consultório médico.
Só aos 26 anos, depois de encontrar um especialista que a tratou de forma humanizada, ela recebeu o diagnóstico e cuidado adequado. “Fiquei aliviada em saber que não era culpa minha. Primeiro eu chorei muito. Fiquei devastada porque como pôde eu colocar esse peso em cima de mim por tanto tempo – na verdade, nunca foi culpa minha?”, conta no filme. O documentário está disponível no canal do laboratório no YouTube.
Obra reúne especialistas
Além de Rachel Batterham, vice-presidente sênior de assuntos médicos internacionais (obesidade) da companhia, o filme também conta com a presença da endocrinologista Dra. Cintia Cercato, médica com ênfase em endocrinologia e metabologia, que traz a ciência por trás do ganho de peso.
“A obesidade impacta todos os órgãos e sistemas, do ponto de vista metabólico, da saúde mental e dos problemas mecânicos decorrentes do excesso de peso. Quando o médico entender que essa é uma doença desafiadora para qualquer pessoa, e que precisa ser tratada como tal, com acompanhamento contínuo e multidisciplinar, medicamentos quando indicados e mudança de estilo de vida, é quando as coisas vão começar a caminhar para um lugar melhor”, afirma.
A obesidade em números
De acordo com uma pesquisa global conduzida pela Ipsos em 14 países, 71% das pessoas com obesidade no Brasil sentem-se frequentemente ansiosas em relação ao seu estado de saúde em função do peso, o maior percentual entre todos os países pesquisados e muito acima da média global de 42%. Ao mesmo tempo, 92% desses pacientes afirmam que seu peso impactou negativamente sua confiança e autoestima, ante 85% globalmente.
E esse lado emocional tem consequências concretas: 42% das pessoas que convivem com a doença no Brasil relatam evitar aparecer em fotos ou vídeos, também o maior índice entre as nações pesquisadas, e 43% dizem se sentir frequentemente julgadas pela aparência.
A condição é um desafio de saúde pública crescente: mais de 60% dos brasileiros vivem com algum grau de excesso de peso, entre sobrepeso e obesidade. Se as tendências atuais se mantiverem, quase metade dos adultos brasileiros (48%) viverá com a doença até 2044.
Ela é um fator de risco para mais de 200 doenças, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer e, globalmente, o excesso de peso é responsável por 1,6 milhão de mortes prematuras por ano, mais do que os óbitos por acidentes de trânsito no mundo. “É diante desse cenário que Obesidade, uma doença crônica, se torna mais do que um documentário: é um convite para que o Brasil encare a doença com a seriedade que ela merece”, afirma Felipe Berigo, diretor executivo da unidade de cardometabolismo da Lilly no Brasil.