Loja da Ultrafarma em São Paulo sofre cinco roubos em menos de um mês
Arrastões sucessivos reacendem alerta sobre segurança no varejo farmacêutico
por Gabriel Noronha em
Uma unidade da Ultrafarma localizada na Vila Nhocuné, na Zona Leste da capital paulista, enfrenta um início de ano marcado por sucessivos episódios de violência. Em apenas 20 dias, o PDV já foi alvo de cinco arrastões. As informações são do G1.
A primeira ocorrência foi registrada no dia 1º, seguida por outras duas antes do dia 6. Nas três ações, os criminosos entraram na loja, abordaram os funcionários e passaram a encher sacolas plásticas com medicamentos, cosméticos e itens de higiene pessoal.
A ocorrência mais complexa foi registrada no dia 15, quando uma dupla invadiu o estabelecimento e conduziu dois colaboradores até os fundos da loja, em busca de medicamentos de alto custo, como as canetas emagrecedoras. A investida durou menos de dez minutos, mas provocou pânico entre a equipe.
A Secretaria da Segurança Pública informou que as forças de segurança intensificaram as ações de combate a roubos e furtos em farmácias. Segundo o órgão, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região da unidade citada, com o objetivo de prevenir novas ocorrências.
Roubos na Ultrafarma: início de 2025 também teve pico de crimes
O cenário, no entanto, não é uma novidade para o setor. Um relatório repercutido pelo Panorama Farmacêutico em 2025 apontou que 55 ocorrências foram registradas no estado de São Paulo nos dois primeiros meses daquele ano, o que representou um aumento de 111% em relação ao mesmo período de 2024.
“As farmácias hoje têm produtos que são bastante caros, que os criminosos conseguem auferir lucros grandes ao ter acesso. Existe uma demanda [no mercado clandestino] por esse tipo de produto, que tem valor elevado”, explica Rafael Alcadipani, professor da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao citar fármacos como Venvanse, Ritalina e as canetas emagrecedoras.