Mercado Livre inicia venda de medicamentos
Projeto-piloto do marketplace roda em parte da cidade de São Paulo (SP)
por César Ferro em
Na terça-feira passada, dia 31, o Mercado Livre iniciou sua operação no varejo farmacêutico. Em projeto-piloto, a venda de medicamentos está disponível em bairros selecionados da cidade de São Paulo (SP). As informações são da Exame.
O serviço é oficializado após a compra da Farmácia Cuidamos, que, até 2025, pertencia a Memed. Em entrevista ao veículo, realizada na segunda quinzena de março, o vice-presidente executivo de commerce do marketplace Fernando Yunes já havia adiantado o interesse da companhia em comercializar produtos farmacêuticos ainda neste ano.
Como funciona a venda de medicamentos no Mercado Livre?
A plataforma disponibilizou uma página específica para esses pedidos, acessível aos consumidores dos bairros Itaim, Paraíso e Vila Mariana. Nos próximos meses, a cobertura deverá ser ampliada.
Por meio da loja Mercado Livre Farma, o marketplace, inicialmente, comercializará apenas medicamentos isentos de prescrição (MIPs), como analgésicos, antitérmicos e antiácidos. A varejista também comercializará vitaminas.
A depender da região, a companhia promete entregas em até três horas. A empresa afirma que todo o trajeto de entrega será monitorado para garantir a validade, a procedência e as condições sanitárias. A plataforma também contará com um canal direto pelo qual os consumidores poderão tirar dúvidas com farmacêuticos.
Piloto é primeiro passo rumo a modelo mais amplo
De acordo com Tulio Landin, diretor sênior de marketplace do Mercado Livre no Brasil, o piloto servirá como teste do serviço, que deve evoluir para um modelo mais amplo futuramente. A ideia da plataforma seria abrir as portas para farmácias de diferentes portes venderem seus produtos. A varejista digital já vende medicamentos em outros países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia e México.
Varejo farmacêutico questiona legalidade
Por meio de nota oficial, Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, reiterou a posição contrária da associação à venda de medicamentos pelo Mercado Livre. Segundo o executivo, a prática é, inclusive, vedada pela legislação atual.
Confira a nota na íntegra
Em referência às notícias sobre o início das operações da plataforma Mercado Livre no varejo farmacêutico, ainda que limitada a bairros paulistanos, a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) reitera sua posição contrária à venda de medicamentos pelo sistema de marketplace. Essa prática, inclusive, é vedada pela legislação atual vigente no país (RDC 44/09).
Destacando parte do teor do dossiê que apresentamos o anteriormente ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a fim de proteger consumidores e saúde pública brasileira:
Não pode gerar integração vertical entre o mercado de varejo farmacêutico (upstream) e o mercado de varejo multiprodutos por meio de plataforma online (downstream) (https://www.mercadolivre.com.br/), “por exigir autorizações regulatórias específicas”.