
O Ministério da Saúde e a Novartis firmaram, no início da semana, o primeiro acordo de compartilhamento de risco da história do SUS. O modelo de parceria permitirá que o sistema público de saúde forneça o Zolgensma – um dos medicamentos mais caros do mundo indicado para bebês com atrofia muscular espinhal (AME).
Trata-se de uma doença neuromuscular genética rara, degenerativa e progressiva, causada pela ausência ou deficiência de um gene chamado sobrevivência do neurônio motor 1 (SMN1), que leva à perda irreversível de neurônios motores, afetando as funções musculares.
Compartilhamento de risco do Zolgensma foi aprovado pela CONITEC
O acordo de compartilhamento de risco foi oficializado após aprovação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), e representa um desafio tanto para o governo, quanto para a indústria, pois é uma novidade no país e envolve toda a cadeia de saúde.
“Este feito inédito no Brasil inaugura no país uma nova fronteira de acesso a tratamentos inovadores. Os pacientes de AME e suas famílias estão mais perto de ter no sistema público a primeira terapia gênica que atua na causa raiz da doença”, comemora Sylvester Feddes, presidente da Novartis Brasil.
Trata-se de um modelo inovador de acesso, baseado em valor, que vincula o pagamento do produto aos desfechos clínicos apresentados pelos pacientes. Por isso, a construção dessa parceria ressaltou a necessidade de uma colaboração estruturada e integrada.