Pague Menos reduz rotatividade de funcionários em 41%
Escuta ativa, revisão de benefícios e ajustes no recrutamento ajudaram a derrubar o turnover de 50% para 29,4%
por Ana Claudia Nagao em e atualizado em
A Pague Menos conseguiu reduzir em 41% a rotatividade de funcionários em um período de dois anos, um dos principais desafios do varejo farmacêutico brasileiro. O índice de turnover da companhia caiu de 50% em dezembro de 2023 para 29,4% neste mês. As informações são da Folha de S. Paulo.
O resultado é atribuído a uma série de mudanças adotadas a partir de janeiro de 2024, quando Jonas Marques assumiu o cargo de CEO da empresa. Psicólogo de formação, o executivo iniciou sua gestão ouvindo diretamente os funcionários. Ao todo, organizou 70 grupos aleatórios, com cinco colaboradores cada, para identificar os principais problemas enfrentados no dia a dia da companhia.
Escuta ativa reduziu a rotatividade de funcionários
Segundo Marques, a escuta ativa foi determinante para a redução da rotatividade e o aumento da motivação interna. “As pessoas gostam de ser ouvidas e isso tem um poder muito forte, porque mostra que o gestor tem empatia e age, ou seja, tem resolutividade”, afirma o executivo.
Entre as principais demandas apresentadas pelos trabalhadores estava o endividamento causado pelos custos da coparticipação do plano de saúde. Em resposta, a Pague Menos estabeleceu um teto de R$ 200 para os descontos, independentemente do procedimento médico realizado.
A empresa também passou a distribuir cestas básicas e kits de Natal, intensificou os treinamentos, implementou políticas de avaliação de desempenho em todos os cargos e criou incentivos salariais vinculados à performance. Paralelamente, todo o processo de recrutamento, seleção e contratação foi revisto.
Resultados financeiros impulsionados por clientes de cuidado contínuo
Atualmente, a Pague Menos conta com 1.667 lojas espalhadas pelo país e 27,2 mil funcionários. No terceiro trimestre, a companhia registrou lucro líquido de R$ 80,6 milhões, alta de 50% em relação ao mesmo período de 2024.
O desempenho financeiro é sustentado principalmente pelos chamados clientes de cuidado contínuo, grupo formado por pacientes com doenças crônicas. Estratégias direcionadas a esse público têm impulsionado as vendas, sem a necessidade de expansão orgânica do número de lojas.