Ranking da Abrafarma revela avanços em faturamento e número de PDVs
Indicadores apresentaram melhorias de 14,9% e 5,9%, respectivamente
por Gabriel Noronha em
A mais recente edição do ranking das redes de farmácias associadas à Abrafarma, divulgado nesta terça-feira, dia 31, reafirmou a relevância do segmento para a economia e a saúde do país.
De acordo com o estudo, que teve os dados compilados pela FIA-USP, o grande varejo movimentou R$ 118,5 bilhões em 2025, registrando um crescimento de 14,9% em faturamento frente ao ano anterior.
Além de divulgar dados gerais do setor, o levantamento classificou as bandeiras e grupos varejistas utilizando receita e número de lojas em operação como critério.
Ranking Abrafarma 2026 Grupos – Faturamento
(Somatório das vendas em 12 meses)
| RD Saúde | 1 |
| DPSP | 2 |
| Pague Menos | 3 |
| Farmácias São João | 4 |
| Panvel | 5 |
| Drogaria Araújo | 6 |
| Drogal | 7 |
| Drogaria Nissei | 8 |
| Farmácia Indiana | 9 |
| Drogaria Venancio | 10 |
Embora a associação não revele diretamente os números que compõem o ranking, algumas das empresas citadas, por estarem listadas na bolsa de valores, divulgaram recentemente essas informações.
A líder RD Saúde, por exemplo, apresentou em seu balanço uma receita bruta de R$ 13,01 bilhões em 2025, enquanto a Pague Menos, na terceira posição, movimentou aproximadamente R$ 4,31 bilhões. Fechando o top 5, a Panvel obteve R$ 1,68 bilhão em vendas durante o ano.
Quando considerados apenas os números das bandeiras individualmente, a Pague Menos supera a Drogaria São Paulo e conquista a segunda colocação. Já as Drogarias Pacheco, que formam o Grupo DPSP junto à rede paulista, se inserem na sexta posição do ranking.
Ranking Abrafarma 2026 Bandeiras – Faturamento
(Somatório das vendas em 12 meses)
| RD Saúde | 1 |
| Pague Menos | 2 |
| Drogaria São Paulo | 3 |
| Farmácias São João | 4 |
| Panvel | 5 |
| Drogarias Pacheco | 6 |
| Drogaria Araújo | 7 |
| Drogal | 8 |
| Drogaria Nissei | 9 |
| Farmácia Indiana | 10 |
Presença nacional da Abrafarma segue em expansão
No recorte por número de lojas, as redes associadas à Abrafarma fecharam o ano de 2025 com 11.688 PDVs em operação, registrando um avanço de 5,9% em relação a 2024.
Nesse quesito, na relação de grupos, a RD mantém sua liderança, com a Pague Menos em segundo e a DPSP em terceiro. Na sequência, São João, Panvel e Nissei representam a força da região sul no segmento.
Ranking Abrafarma 2026 Grupos – Número de lojas
(PDVs ativos em dez/25)
| RD Saúde | 1 |
| Pague Menos | 2 |
| DPSP | 3 |
| Farmácias São João | 4 |
| Panvel | 5 |
| Nissei | 6 |
| Drogal | 7 |
| Drogaria Araujo | 8 |
| d1000 | 9 |
| Farmácia Indiana | 10 |
O cenário é similar no ranking de bandeiras. RD e Pague Menos permanecem na dianteira, ao mesmo tempo em que a São João ultrapassa a Drogaria São Paulo na disputa pelo pódio.
Ranking Abrafarma 2026 Bandeiras – Número de lojas
(PDVs ativos em dez/25)
| RD Saúde | 1 |
| Pague Menos | 2 |
| Farmácias São João | 3 |
| Drogaria São Paulo | 4 |
| Panvel | 5 |
| Drogaria Pacheco | 6 |
| Nissei | 7 |
| Drogal | 8 |
| Drogaria Araujo | 9 |
| d1000 | 10 |
Esse indicador evidencia a diferença no tamanho das operações das principais redes do varejo brasileiro. Na primeira posição, a RD acumula 3.547 PDVs, enquanto a Pague Menos, em segundo, e a Panvel, em quinto, trabalham com 1.689 e 659, respectivamente.
“O ranking evidencia a consolidação das redes associadas não apenas pela consistência de suas vendas, mas também pelo compromisso de ampliar o acesso à saúde, ao bem-estar e à conveniência em todo o território nacional. Atualmente com cerca de 11% dos pontos de venda, essas varejistas são responsáveis por aproximadamente 53% das dispensações de medicamentos no país”, enfatiza Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.
“Os principais players demonstram capacidade de adaptação em um cenário macroeconômico desafiador. Os resultados mostram que disciplina operacional e heterogenia do mix fazem cada vez mais diferença”, reitera Admar Corrêa, diretor executivo da Peers Consulting + Technology.
Para Cesar Bentim, senior advisor da gestora independente de venture capital Green Rock, a capilaridade e a penetração digital são trunfos das grandes redes em relação aos demais players. “O desafio, agora, está na conversão dos resultados de receita em rentabilidade”, pondera.
Para ele, margens mais pressionadas e maior sensibilidade dos resultados mostram que eficiência operacional deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica. “Cresce quem executa melhor e a escala sem eficiência passa a cobrar seu preço”, complementa.