Sidney Oliveira é denunciado pelo MPSP por pagamento de propina
Fiscal envolvido no esquema foi colocado na Difusão Vermelha da Interpol
por César Ferro em e atualizado em
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, por pagamento de propina a fiscais da Secretaria da Fazenda de São Paulo. As informações são do Metrópoles.
O caso é um desdobramento da Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025. O empresário e outras sete pessoas são investigados por um suposto esquema de corrupção envolvendo ex-auditores fiscais do estado.
Segundo a acusação, os auditores teriam recebido propina da Ultrafarma e de outras empresas para agilizar o ressarcimento de créditos do ICMS, em esquema que teria ocorrido entre 2021 e 2025. De acordo com os documentos, a rede de farmácias “poderá ter sido beneficiada com o ressarcimento indevido de cerca de R$ 327.196.477,52”.
Promotores afirmam que Sidney Oliveira pagava propina em dinheiro vivo
Com a ajuda de sua secretária, Jane Gonçalves do Nascimento, o executivo teria pago vantagens indevidas aos fiscais Artur Gomes da Silva Neto e Alberto Toshio Murakami, segundo afirmam os promotores. A investigação também aponta que o pagamento ocorria em dinheiro vivo e as mensagens entre Oliveira e a colaboradora indicam encontros para essas entregas. Em uma dessas conversas, Jane comunica ao empresário que o “amigo” – codinome usado para se referir a Silva Neto – teria acabado “de pegar 250”, o que os promotores afirmam ter sido R$ 250 mil em espécie.
Com o cruzamento de dados do celular do auditor, foi possível constatar que, nas datas de recolhimento de propina, o fiscal se dirigia até o escritório da varejista, em São Paulo (SP).
Fundador chegou a ser preso em 2025
Na época da deflagração da Operação Ícaro, Oliveira e o diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes, foram presos. No dia 16 de agosto, ambos foram soltos. Silva Neto, por sua vez, segue preso, mesmo após negociar uma delação premiada que não avançou. Murakami está foragido e a suspeita é que esteja nos Estados Unidos, o que motivou a inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.
Murakami tem mansão milionária nos EUA
A suspeita dos promotores é de que Murakami – cujo codinome no esquema é Americano – esteja vivendo em sua mansão no estado do Tennessee (EUA). Com mil metros quadrados, a casa é avaliada em US$ 1,3 milhão (cerca de R$ 6,8 milhões), segundo reportagem do UOL.