União Química inicia busca por sócio
Farmacêutica procura investidor para comprar ao menos 20% do negócio
por César Ferro em
A União Química deu início à busca por um investidor com o objetivo da de atrair um sócio que adquira pelo menos 20% de participação no negócio. As informações são do Valor Econômico.
Para assessorar a entrada de um fundo de private equity ou um family office na operação, o laboratório contratou o banco UBS BB. Em entrevista à publicação, o fundador da companhia, Fernando de Castro Marques, afirmou que o objetivo é sustentar a expansão da empresa.
Segundo o executivo, a entrada de um acionista terá as funções de apoiar o crescimento do grupo e substituir as duas irmãs Marques que, juntas, detêm 13% das ações da companhia.
União Química é a 13ª maior farmacêutica do Brasil
Considerando o faturamento no varejo brasileiro de medicamentos em 2025, a União Química ocupa a 13ª posição no ranking nacional, segundo dados da IQVIA organizados pelo Grupo FarmaBrasil. No ano passado, o laboratório ampliou seu market share em 10% na comparação com 2024.
O balanço de 2025 ainda não foi divulgado, mas, no ano retrasado, a companhia somou R$ 4,2 bilhões em receita, com alta de 6,4% na comparação com 2023. Na ocasião, o lucro também cresceu (+7%), assim como o Ebitda (+9,2%), totalizando, respectivamente, R$ 339 milhões e R$ 852 milhões.
Atualmente, a empresa está estruturada em duas divisões: saúde humana e animal. Ao todo, são dez parques fabris, sendo nove no Brasil e um nos Estados Unidos.
Fundador da farmacêutica vê mercado mais aberto
Marques analisa que o mercado de capitais está mais favorável a operações agora em 2026. Recentemente, outras farmacêuticas também recorreram a estratégias semelhantes, como a Cimed, que vendeu uma fatia da operação ao GIC, fundo soberano de Singapura, em 2025.
Em outubro do mesmo ano, a União Química já havia se aproximado do UBS BB. Na época, a coluna Pipeline do Valor Econômico apontou que o movimento poderia estar ligado a um fortalecimento financeiro antes de tentar comprar a Medley.
O laboratório participou da primeira fase do processo, oferecendo US$ 450 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões), proposta que ficou abaixo da pedida da Sanofi, que deu andamento apenas com os interessados dispostos a pagar mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões).