10 maiores farmacêuticas do Brasil consolidam liderança
Segundo estudo da Close-Up International, nove entre as principais empresas do setor cresceram no MAT 3/26
por César Ferro em
A Close-Up International, em seu mais recente estudo, elencou as dez maiores farmacêuticas do Brasil. O ranking evidencia um setor em pleno crescimento, no qual as líderes seguem consolidando seu protagonismo.
Nos últimos 12 meses até março (MAT 3/26), as 100 principais empresas do segmento faturaram R$ 269,9 bilhões – avanço de 13,14% em relação aos R$ 238,5 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Indústria farmacêutica em alta
(Faturamento em bilhões de reais)

Dez maiores farmacêuticas do Brasil em alta…menos uma
De acordo com o estudo, nove dos dez maiores laboratórios do país registraram crescimento no período, com variações que vão de 6% a 819%. Apesar da disparidade, os seis principais grupos mantiveram suas posições de liderança.
Grupo NC, Eurofarma, Hypera Pharma, Cimed, Aché e Sanofi seguem na dianteira. O destaque fica para a companhia da família Adibe Marques, que rompeu a barreira dos R$ 10 bilhões no período.
“As maiores farmacêuticas, basicamente nacionais, vêm conseguindo evoluir na casa de dois dígitos especialmente em função da gestão acurada do portfólio, com aposta em medicamentos inovadores e de maior valor agregado’’, ressalta o consultor independente Cesar Bentim.
Em paralelo, fabricantes estrangeiras reforçaram o olhar sobre medicamentos de especialidades e alto custo, se desfazendo de produtos maduros. “Essa decisão estratégica abriu um nicho relevante para os laboratórios brasileiros”, comenta Henrique Tada, diretor executivo da Alanac.
Maiores farmacêuticas do Brasil
| Corporação | Faturamento (no MAT 3/26 em bilhões) | Crescimento |
| NC Farma | R$ 30 | 10,47% |
| Eurofarma | R$ 24,1 | 20,12% |
| Hypera Pharma | R$ 18,6 | 6,67% |
| Grupo Cimed | R$ 10,6 | 17,47% |
| Aché | R$ 9,8 | 13,37% |
| Sanofi | R$ 8,1 | 14,91% |
| Lilly | R$ 7,4 | 819,17% |
| Teuto | R$ 7,1 | 21,87% |
| Novo Nordisk | R$ 6,9 | -4,47% |
| Biolab | R$ 5,8 | 12,84% |
Análogos de GLP-1 como protagonistas
Atualmente, o Grupo NC e a Eurofarma já trabalham com análogos de GLP-1. Mas apesar disso, os impactos dessa categoria são mais sentidos em outros dois players – Lilly e Novo Nordisk.
A farmacêutica norte-americana registrou crescimento superior a oito vezes no período, impulsionada pelas vendas de medicamentos à base de tirzepatida, como Mounjaro e Zepbound. Já o laboratório dinamarquês perdeu terreno nos últimos 12 meses.
Além da concorrência às suas terapias com semaglutida (Ozemic e Wegovy), o que já impactou os resultados da companhia, o cenário tende a se intensificar. Em março, a companhia perdeu a patente do princípio ativo e os primeiros genéricos são esperados para junho.