Canetas emagrecedoras movimentam quase R$ 3 bi no e-commerce
Categoria avança mais de 400% e ganha tração no ambiente digital
por Gabriel Noronha em
Um levantamento divulgado pela Neotrust, plataforma de dados da Confi, revelou que as vendas de canetas emagrecedoras no e-commerce já ultrapassaram a marca de R$ 2,9 bilhões apenas no primeiro trimestre. As informações são do Valor Econômico.
O montante representa um avanço de 469,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando a rápida popularização da categoria no país. O volume de unidades comercializadas chegou a quase 1,9 milhão, alta anual de 327%.
Os dados foram obtidos por meio do monitoramento das transações de mais de 7 mil lojas. A amostra inclui a análise das compras e do perfil de mais de 85 milhões de consumidores no ambiente digital.
Canetas emagrecedoras estão inseridas em diferentes perfis
A segmentação dos dados mostra que as mulheres respondem pela maioria absoluta das compras (63%). O recorte etário aponta concentração entre 35 e 54 anos, em ambos os gêneros. Já entre consumidores com mais de 55 anos, os homens passam a liderar a proporção de aquisições.
Ainda em uma análise geracional, o estudo aponta a quase ausência de consumidores abaixo dos 24 anos, dado que reforça o posicionamento da categoria não como tendência estética, mas como investimento em saúde e controle metabólico de longo prazo.
Já no ponto de vista econômico, mais de 91% do consumo está concentrado nas classes média e alta. Dentro desse grupo, a classe média se destaca, respondendo por 51% do volume. “A concentração do consumo nos níveis socioeconômicos mais altos está diretamente ligada ao acesso ao e-commerce”, afirma Pedro Chiamulera, CEO da Confi.
Estudo avalia performance regional da categoria
O levantamento também indicou as regiões de maior popularidade dos tratamentos. O Sudeste permanece como principal polo de pedidos, superando R$ 2 bilhões em faturamento, com avanço de 451%. Já o Nordeste apresentou o maior ritmo de crescimento do país, com alta de 594,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025, alcançando quase R$ 296 milhões. Na sequência aparecem Norte, com crescimento de 580%, e Centro-Oeste, com 549,4%.
Atualmente, mais de 65% das vendas totais do comércio eletrônico brasileiro ocorrem na região Sudeste. “Quando segmentamos para o setor farmacêutico, essa concentração regional e de renda é ainda mais acentuada, refletindo a facilidade de compra e a rapidez na entrega em áreas com maior infraestrutura logística”, complementa o executivo.
Custo elevado não impede o crescimento da categoria
Ainda de acordo com a Neotrust, nem mesmo o elevado custo médio do tratamento, de R$ 1.537,80 mensais, tem sido barreira para a demanda, levando muitos consumidores a redistribuir seus gastos.
“O consumidor acaba priorizando a continuidade do tratamento em detrimento de outras categorias de consumo não essenciais”, afirma Chiamulera.