Roubos a farmácias em São Paulo recuam 41% no primeiro trimestre
Polícias Civil e Militar recuperaram mais de 470 caixas de medicamentos no período
por Gabriel Noronha em
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo registrou 97 roubos a farmácias entre janeiro e março de 2026 na cidade, redução de 41% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram contabilizadas 165 ocorrências.
Ao todo, as polícias Civil e Militar detiveram 24 suspeitos e recuperaram mais de 470 caixas de medicamentos nos três primeiros meses do ano.
A diminuição nos assaltos marca o terceiro ano consecutivo de queda nesse tipo de crime, conforme dados divulgados pela Agência SP. No primeiro trimestre de 2024, as autoridades registraram 104 casos. Entre janeiro e março de 2025, ocorreram 99 ocorrências.
Em uma delas, uma dupla roubou 60 canetas emagrecedoras e ampolas de insulina avaliadas em R$ 22 mil de uma farmácia na avenida Giovanni Gronchi, na zona sul da capital. Os produtos foram devolvidos ao estabelecimento.
Roubos a farmácias foram foco da polícia
As duas forças policiais executaram operações conjuntas para desmantelar organizações especializadas em assaltos a estabelecimentos farmacêuticos. O trabalho combinou patrulhamento em áreas comerciais com atividades de inteligência voltadas à identificação dos responsáveis pelos delitos.
A Polícia Militar ampliou o patrulhamento nos horários de maior vulnerabilidade dos estabelecimentos enquanto a Civil direcionou esforços investigativos para identificar as estruturas criminosas completas, não apenas os executores diretos dos roubos.
“A integração entre as duas forças, com compartilhamento de informações em tempo real, permitiu encurtar o ciclo entre a identificação de um grupo em atuação e sua efetiva neutralização”, afirmou o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.
“Temos direcionado o efetivo para áreas críticas mapeadas pelo nosso setor de inteligência. Assim, conseguimos atuar de forma mais rápida, prevenir novas ocorrências e aumentar as chances de prisão em flagrante”, acrescenta o coronel Alexandre Vilariço, da Polícia Militar.
Mercado paralelo de medicamentos fomenta o crime
O delegado titular do 42º DP, Alexandre Bento, relacionou os roubos ao mercado paralelo de medicamentos. “O preço elevado desses medicamentos, aliado à crescente demanda de pessoas que buscam adquiri-los no mercado paralelo, fomenta o aumento dessa modalidade criminosa”, afirma.
Os assaltantes identificam oportunidades de lucro na revenda clandestina desses produtos. A comercialização irregular atrai grupos criminosos que agem com violência durante os assaltos.