Ferramentas de vendas com IA ganham espaço no varejo farmacêutico
Farmácias avançam na automação da jornada digital com ganhos em eficiência e personalização
por Gabriel Noronha em e atualizado em
O avanço das vendas digitais e a mudança no comportamento do consumidor estão redesenhando o varejo farmacêutico. Em 2025, o setor movimentou mais de R$ 246 bilhões, com alta superior a 11%, segundo a IQVIA.
Desse total, destacam-se os mais de R$ 27 bilhões provenientes do ambiente online, que já responde por uma fatia relevante do mercado. Nesse movimento, ferramentas de interação direta, como o retail chat, ganham espaço ao simplificar a jornada e aproximar o cliente da decisão de compra.
Um exemplo dessa tendência vem das Farmácias São João, uma das maiores rede do Sul do país. Ao incorporar uma solução de IA conversacional, a companhia elevou o desempenho de seu e-commerce, alcançando taxas de conversão até cinco vezes superiores às do e-commerce tradicional. A estratégia passa pelo uso do retail chat como canal direto de relacionamento e venda.
“A IA permite transformar cada interação em uma jornada personalizada e escalável. No setor farmacêutico, isso é ainda mais relevante, porque estamos lidando com decisões sensíveis, que exigem contexto, conhecimento, agilidade e confiança. O resultado é uma experiência mais fluida, rápida e satisfatória para o cliente e mais eficiente para as empresas”, explica Felipe Americano, head de account management da Connectly no Brasil.
Ferramentas de IA otimizam operação
Na prática, a tecnologia viabiliza jornadas adaptadas ao perfil do cliente e ao tipo de produto, com recomendações mais precisas ao longo do processo de compra. A integração de formatos como áudio, imagem e documentos também contribui para tornar a experiência mais acessível e intuitiva, reduzindo barreiras na tomada de decisão.
Os ganhos também aparecem na operação. Com o uso da IA, cerca de metade das interações deixa de gerar tickets de atendimento, já que o próprio consumidor consegue resolver dúvidas de forma autônoma. A base de conhecimento estruturada pela tecnologia mantém índices elevados de resolução, o que reforça o papel do autoatendimento como pilar da estratégia digital no varejo farmacêutico.