Anvisa manda recolher e proíbe venda de bebidas proteicas
Medida vale para todos os lotes da linha NotShake Protein, da NotCo
por César Ferro em
A Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes da linha NotShake Protein, família de bebidas proteicas da NotCo Brasil. A medida também proíbe que os produtos sejam fabricados, comercializados, distribuídos, divulgados e utilizados. As informações são do g1.
Publicada nesta quarta-feira, dia 16, a decisão afeta todos os quatro sabores disponíveis – morango com tâmara, baunilha com coco, chocolate e café caramelo. De acordo com a agência, os suplementos apresentam uma série de irregularidades, como o uso de suco concentrado de repolho sem demonstração de atendimento aos requisitos de segurança.
A autarquia afirma também que houve uma recategorização indevida dos produtos, hoje vendidos como alimentos à base de proteínas vegetais, apesar de terem finalidade de suplementação de proteínas, vitaminas, minerais e fibras.
A resolução destaca que os estudos apresentados são insuficientes para garantir que as características dos produtos sejam mantidas durante todo o prazo de validade, assim como aponta uma inadequação no uso do termo “zero lactose”.
Anvisa também aponta ausência de notificação
Outra irregularidade apontada pela entidade foi a não notificação dos produtos como suplementos alimentares. As empresas tiveram até o dia 1º deste mês para se adequar às regras de transição da regulamentação do setor.
A fabricante foi procurada pelo g1 e pelo Panorama Farmacêutico, mas não respondeu até a publicação desta nota.
Entidade endureceu restrições a suplementos e produtos irregulares
Em agosto, a Anvisa ampliou as restrições a suplementos e produtos irregulares. Segundo a agência, a medida foi motivada pela alta incidência de problemas na formulação e no registro dos produtos.
A medida atingiu os suplementos Newfit e Mounja Gummy, que tiveram a comercialização, distribuição e divulgação proibidas pela autarquia. Em paralelo, a autarquia solicitou a apreensão do lote 10008808 do medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana da Gilead Sciences), por falsificação. A própria farmacêutica procurou a autarquia para informar que desconhecia a remessa.