Abrafarma une redes e polícia contra o roubo de canetas emagrecedoras
Perdas chegam a R$ 70 milhões, segundo levantamento da entidade
por Gabriel Noronha em e atualizado em
A Abrafarma firmou uma parceria com as polícias Civil e Militar de São Paulo para combater os furtos e roubos de canetas emagrecedoras e outros medicamentos. As informações são do portal InfoMoney.
A iniciativa prevê o compartilhamento de informações entre as forças de segurança e sete grandes redes de farmácias para identificar padrões criminosos e prevenir novas ocorrências.
Segundo levantamento da entidade, os crimes já provocaram perdas de aproximadamente R$ 70 milhões, com a subtração de 58.898 unidades de medicamentos da classe GLP-1, utilizados principalmente no tratamento de diabetes e obesidade.
Roubos de canetas emagrecedoras se concentram em São Paulo
Em 2025, as redes associadas registraram, em média, 11 ocorrências diárias no estado. Sete casos por dia aconteceram na capital paulista, responsável por 64% do total. Outros 21% foram registrados em oito municípios, entre eles Campinas, Guarulhos, Santos e Sorocaba.
A parceria envolve o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) e a empresa de segurança eletrônica Sekron Digital. O objetivo é reunir dados sobre locais, horários e características dos crimes para direcionar ações preventivas e investigações.
“O tema roubo e segurança fazia parte da atuação institucional da entidade. A evolução das ocorrências mostrou a necessidade de incorporar medidas de prevenção à discussão, inclusive para a segurança de nossos próprios colaboradores”, afirma Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.
Medicamentos de alto valor entram no radar dos criminosos
Para a entidade, o alto valor agregado e o volume reduzido das canetas emagrecedoras tornam esses medicamentos alvos atrativos para os criminosos. Além do prejuízo financeiro, os desvios podem comprometer a conservação dos produtos e oferecer riscos à saúde, especialmente no caso de medicamentos que exigem refrigeração.
Em janeiro, a Polícia Civil paulista anunciou a ampliação das investigações sobre roubos, furtos e receptação de medicamentos de alto custo, com foco na categoria. As ações incluem cumprimento de mandados, prisões em flagrante e uso de tecnologia para localizar suspeitos e recuperar produtos.
A integração entre varejistas e autoridades também busca identificar os canais de revenda dos medicamentos roubados. Para Pedro Santos, delegado titular da 5ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Bancos, do Deic, o compartilhamento de informações pode agilizar as operações policiais e ajudar a mapear as ocorrências.
“A integração entre as forças policiais e lojistas trará agilidade às operações, e informações compartilhadas vão identificar padrões e mapear as ocorrências com mais precisão”, afirma o delegado.