Abbott avalia separação de divisão de nutrição
Nova companhia deve faturar R$ 45,9 bilhões por ano
por Gabriel Noronha em
A Abbott planeja se separar de sua divisão de nutrição até o fim de 2027, transformando-a em uma companhia independente. O negócio reunirá marcas como Pedialyte e Similac e deverá faturar US$ 8,5 bilhões (R$ 45,9 bilhões) por ano. As informações são do Valor Econômico.
“Acreditamos que ambos os negócios estarão mais bem-posicionados para o futuro como organizações independentes”, afirmou o CEO Robert Ford. Com a cisão, a Abbott pretende concentrar esforços em dispositivos médicos e diagnósticos.
Abbott reorganiza divisão de nutrição
A separação ocorre após queda nas vendas de fórmulas infantis, perda de participação de mercado e disputas judiciais nos Estados Unidos. Em setembro, a companhia concordou em pagar US$ 385 milhões (R$ 2,079 bilhões) para encerrar alegações relacionadas à gestão de uma fábrica de fórmulas infantis.
Em agosto, aceitou desembolsar US$ 670 milhões (R$ 3,618 bilhões) para encerrar um processo envolvendo fórmulas para bebês prematuros e cerca de 2 mil ações relacionadas. A empresa não admitiu culpa ou responsabilidade nos acordos e reafirmou a segurança de seus produtos.
Daniel Salvadori, atual vice-presidente executivo responsável pelas áreas de produtos farmacêuticos estabelecidos e nutrição, liderará a nova companhia. Após a cisão, os acionistas da Abbott terão ações das duas empresas, com a nova companhia emitindo parte de suas dívidas e recursos à Abbott.
Lucro da Abbott recua no trimestre
A Abbott registrou lucro líquido de US$ 920 milhões (R$ 4,968 bilhões) no terceiro trimestre, ante US$ 1,64 bilhão (R$ 8,856 bilhões) um ano antes. A receita cresceu 14%, para US$ 13,01 bilhões (R$ 70,254 bilhões), enquanto custos e despesas operacionais avançaram 25%, para US$ 11,6 bilhões (R$ 62,64 bilhões).
A companhia manteve a previsão de lucro ajustado entre US$ 5,50 e US$ 5,55 por ação no acumulado do ano e estima crescimento de cerca de 6% nas vendas em base comparável. A empresa afirma que a cisão não deve alterar as projeções atuais nem as metas para 2027.