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Após recorde histórico em maio, IGP-M começa a desacelerar

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Depois de bater um recorde histórico em maio, o IGP-M, índice usado na correção dos aluguéis, começou a desacelerar. Mesmo assim, na hora de reajustar o valor, a negociação ainda é a melhor saída tanto para os inquilinos quanto para os donos dos imóveis.

Mês passado venceu o contrato de aluguel do apartamento do administrador de empresas Wilson Roberto Martins. O reajuste seria pelo IGP-M, que este ano disparou. Não teve jeito: precisou chamar a proprietária para conversar, e deu certo

‘Disparou, subiu demais. Nesses dias nós procuramos alguns outros imóveis, mas felizmente a proprietária é bem consciente e não reajustou’, conta.

Um executivo que trabalha em uma grande imobiliária diz que um quarto das renovações de aluguel este ano foi feito sem reajuste

‘A gente conseguiu um grande sucesso que boa parte dessa negociação nem houve reajuste. A gente seguiu com contrato do mesmo formato, proprietário e inquilino decidiram seguir sem reajuste pelo próximo ano. E grande parte disso a gente reajustou pelo IPCA e muitos poucos, 8% somente, pelo IGP-M’, diz Raphael Sylvester, diretor da Lello Imóveis .

O IGP-M, índice que é usado para reajustar boa parte dos aluguéis, sofre influência direta da variação do dólar, que em 2021 oscilou muito. Além disso, como boa parte desse indicador leva em conta os preços no atacado, acaba tendo influência também das chamadas commodities, produtos que são negociados no mercado internacional, como minério de ferro e petróleo. Tudo isso pressionou o IGP-M, que disparou no primeiro semestre do ano.

No acumulado de 12 meses, a inflação do aluguel começou 2021 com quase 26% de alta, foi subindo e em maio chegou ao maior valor já registrado desde 1989, quando a medição começou a ser feita: passou de 37%. De lá para cá esses aumentos perderam velocidade e o índice fechou o ano valendo 17,78%.

No acumulado de 12 meses, a inflação do aluguel começou 2021 com quase 26% de alta, foi subindo e em maio chegou ao maior valor já registrado desde 1989, quando a medição começou a ser feita: passou de 37%. De lá para cá esses aumentos perderam velocidade e o índice fechou o ano valendo 17,78%.

O valor ainda é alto, mas abaixo do patamar que era em maio. O economista da FGV André Braz diz que a tendência de queda no IGP-M deve continuar.

‘Nós temos uma menor desvalorização cambial e alguns preços de commodities importantes começaram a cair no mercado internacional. Então minério de ferro recuou bastante, soja, milho ensaiaram recuos nos mercados internacionais e isso abriu espaço para o IGP-M subir mais lentamente. E é uma tendência que vai continuar pelo menos no primeiro trimestre de 2022’, explica.

Fonte: G1.Globo

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/igp-m-desacelera-mas-aluguel-ainda-pesa-veja-os-valores-das-regioes-mais-caras/

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