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Brasil precisa de US$ 10 bi para reduzir IFAs do Exterior

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Norberto

A Abiquifi encomendou um estudo que indica a necessidade de investimentos públicos e privados de US$ 1 bilhão por ano em uma década. Isso para alcançar 20% de produção interna de insumos farmacêuticos. Hoje, o percentual é de apenas 5%. A conta pode parecer alta, mas faz sentido para um país que gastou, em média, US$ 2 bilhões anuais na compra de IFAs desde 2019.

“Hoje produzimos cerca de 200 insumos. Se chegarmos a 400 ou 500, já seria uma evolução expressiva. A Índia, por exemplo, está injetando US$ 8 bilhões em linhas de crédito especiais e na melhoria de infraestrutura técnica para as indústrias. E estamos conversando com o Legislativo para criar uma lei de incentivo”, observa Norberto Prestes, presidente executivo da entidade. Um convênio da associação firmado este ano com a Embrapii já assegura R$ 500 milhões de recursos, por meio dos ministérios da Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação.

A associação espera ainda mais agilidade na aprovação do PL 4209, que passou pelo plenário do Senado e agora foi encaminhado à Câmara dos Deputados. O projeto estabelece prioridade no registro de fármacos com IFAs nacionais. “Também estamos pleiteando, junto à Anvisa, que os insumos tenham seu aval desvinculado do medicamento. Com essa medida, as empresas de insumos poderiam negociar mais rapidamente com a indústria farmacêutica”, complementa.

Como parte da estratégia de estimular a nacionalização, a Abiquifi iniciou um programa de incentivo a startups, a exemplo do que fez o Cristália ao incorporar uma incubadora da USP ao seu processo de desenvolvimento de medicamentos.

Na visão de Prestes, os fitofármacos e fitoterápicos poderiam ser fontes promissoras para a indústria farmacêutica. “A filocarpina, usada como colírio para dilatação da pupila, tem o jaborandi como matéria-prima – cujo plantio movimenta em torno de 4,2 mil famílias.  Mas praticamente 2% são resultantes de produção interna. É necessária uma política de Estado, não de governo, para mudar essa realidade”, admite.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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