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Check-up: quem está vacinado e usa máscara pode pegar covid-19?

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Na terça-feira (21) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez o discurso de abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York. Após descrever um país bem diferente do que que a maior parte dos brasileiros têm visto nos últimos meses, com devastação ambiental e alta de preços alarmante, o assunto que tomou o noticiário foi a sequência de casos de covid-19 na equipe levada pelo governo até os Estados Unidos para participar do evento.

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Entre os dois casos da doença registrados, está o do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Após o diagnóstico de Queiroga, que afirma ter tomado a vacina contra a covid-19, o presidente intensificou ataques aos imunizantes levantando dúvidas sobre a eficácia da substância – ele diz não ter tomado nenhuma vacina contra a doença.

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A verdade é que nenhuma vacina promete 100% de eficácia, e mesmo pessoas com a vacinação completa ainda podem ser infectadas pelo SARS-CoV-2. Dados recentes, porém, mostram que os vacinados que pegam a doença têm muito menos chances de desenvolver uma forma grave ou morrer com o vírus – a maior prova disso é a queda dramática nos números de internações e mortes causadas pela doença após o início da vacinação no mundo todo.

O mesmo vale para as máscaras. O conhecimento científico acumulado ao longo de mais de 100 anos permite dizer com segurança que a proteção facial é uma barreira física capaz de barrar parte dos patógenos que são transportados pela saliva expelida ou inalada. Mas nenhuma máscara disponível consegue filtrar vírus e bactérias em sua totalidade. E vale lembrar que máscaras não representam nenhum risco à saúde quando usadas corretamente.

Afinal, adolescentes podem tomar a vacina?

Sim, mas ações do Ministério da Saúde nos últimos dias deixaram muitos pais e jovens inseguros.

A confusão começou no dia 16 de setembro, quando o Ministério da Saúde orientou pela suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades. Logo em seguida, entidades respeitadas na área da saúde, como o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) publicaram comunicados manifestando posição divergente da do ministério, isto é, defendendo a continuação da vacinação da faixa etária.

Os benefícios da vacinação de adolescentes superam substancialmente os riscos. A incidência de eventos adversos graves, como miocardite e/ou pericardite, é de 16/1.000.000 de pessoas que recebem duas doses da vacina. A própria COVID-19 pode causar danos cardíacos relevantes, tanto em adultos como em adolescentes, com uma frequência mais elevada (Nota da Sociedade Brasileira de Infectologia publicada em 17 de setembro)

A morte de uma adolescente de 16 anos depois de receber a vacina teria motivado a ação do ministério, mas a conclusão da investigação diz que o óbito não está relacionado ao imunizante da Pfizer/BioNTech (único liberado para uso nesta faixa etária no país).

Na quarta-feira (22) o Ministério da Saúde voltou atrás e passou a recomendar novamente a vacinação de adolescentes.

Lotes de CoronaVac recolhidos

Na quarta-feira (22), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu recolher os lotes da vacina CoronaVac que estavam interditados. São mais de 12 milhões de doses do imunizante que não poderão mais ser usados depois que a agência constatou que os dados apresentados pelo laboratório reponsável pela fabricação da substância (Sinovac) não comprovam o envase do imunizante em condições satisfatórias de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Fonte: Tecmundo

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