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Com 942 mortos registrados em 24h, média semanal de óbitos por covid volta a nível de janeiro

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O Brasil registrou nesta terça-feira (3) mais 32.316 novos casos confirmados de covid-19, totalizando 19.985.817 doentes oficialmente registrados desde o início da pandemia, em março de 2020. O último período de 24 horas monitorado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) também foram marcadas por mais 1.209 mortes. Com o acréscimo, são 558.432 vítimas do vírus, também desde março do ano passado.

Trata-se do segundo país com mais óbitos causados pela covid em todo o mundo, atrás dos Estados Unidos. Porém, o Brasil ‘lidera’ em número de mortes ocorridas somente neste ano.

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Com mortalidade cerca de quatro vezes superior à média global, o Brasil vê a curva epidemiológica de vítimas em queda. Desde a segunda quinzena de abril, com o avanço da vacinação, as mortes estão recuando. A média diária está em 942 mortos a cada um dos últimos sete dias, menor número desde 14 de janeiro.

Em relação aos casos, a mesma tendência é observada. Com média móvel em 33.821, o indicador é o menor desde o dia 27 de novembro de 2020, período anterior ao início da chamada ‘segunda onda’, que foi o período mais letal da covid-19 até agora.

O país estima em 20,64% da população totalmente imunizada com duas doses de alguma das vacinas disponíveis, ou com uma de dose única (Janssen). A parcela dos que passaram apenas pela primeira etapa da vacinação são 52,26%. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que o surto esteja sob controle, o país deve ter imunizado completamente cerca de 80% dos seus cidadãos.

A lentidão do processo de vacinação no Brasil, ainda que já apresente resultados, deixa o país ainda longe da superação da covid. Além disso, a circulação sem controle do vírus contribui para o surgimento de mutações mais agressivas.

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Os números da pandemia de covid-19 no Brasil em 3 de agosto de 2021 / Conass

Variante delta

É o caso da variante delta, identificada pela primeira vez na Índia. Até 70% mais letal e mais resistente às vacinas, sobretudo às primeiras doses, a cepa já circula de forma comunitária no Brasil e deve se tornar dominante. Em todos os países em que a variante chegou, é notável o aumento de casos. No entanto, naqueles com vacinação avançada, em especial na Europa, o aumento das mortes não acompanhou o de casos.

Diferentemente dos Estados Unidos, onde aumentaram as vítimas mas, segundo autoridades sanitárias locais, mais de 96% delas são pessoas que se recusaram a tomar vacinas.

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Diante deste cenário, a OMS afirma que falta muito até que o mundo tenha a covid-19 sob controle e que o fim de medidas de isolamento social e do uso de máscaras, aliado ao avanço da variante delta, pode prejudicar os avanços alcançados com as vacinas.

No Brasil, São Paulo, Maranhão, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro já identificaram transmissão comunitária da nova cepa viral. No entanto, estudos de identificação genética do coronavírus são pouco profundos no Brasil, o que mascara a realidade da disseminação.

Fonte: Brasil de Fato

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