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Conitec deverá votar protocolo contra Covid-19 na quinta

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O representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Elton Chaves, informou nesta terça-feira (19/10) em seu depoimento à CPI da Covid-19 que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde (SUS) deverá votar o protocolo médico contra a covid-19 na próxima quinta-feira (21/10).

Veja também: Onde será exigido teste negativo para covid-19?

Chaves confirmou que o tema consta da pauta para a próxima reunião da Conitec, quando questionado pelos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O assunto foi retirado na última reunião do órgão e causou estranheza dos senadores do colegiado.

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“Já estamos convocados para a próxima reunião agora na quinta-feira, dia 21. Já está, já foi convocada já com a pauta. Já está publicada a pauta [para votar o relatório do protocolo médico para adoção do tratamento hospitalar contra a covid-19]”, falou.

O protocolo a ser aprovado definirá quais medicamentos serão adotados nos hospitais que fazem parte do SUS e enterrará de uma vez por todas o uso dos remédios sem comprovação científica e que fazem parte do “kit-covid” defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na oportunidade, Chaves informou ainda que a maioria dos medicamentos que fazem parte do “kit-covid” utilizados pela Prevent Senior não tinha o respaldo da Conitec.

“Não há recomendação no protocolo, na diretriz. Também não há, não sugere, não recomenda a indicação. Também não há recomendação em nível hospitalar”, falou o representante do Conasems ao responder um questionamento do senador Humberto Costa sobre o uso dos remédios bicalutamida, cloroquina, colchicina, etanercepte, flutamida, heparina inalatória, hidroxicloroquina, ivermectina, nitazoxanida, ozonioterapia e proxalutamida que fazem parte do “kit-covid”.

Após as respostas dadas por Elton Chaves, o senador pernambucano comentou que “fica evidente que boa parte desses medicamentos não tem respaldo, por exemplo, pela Conitec para o uso contra a covid-19, e a grande maioria desses medicamentos aqui foi utilizada pela chamada Prevent Senior nos seus experimentos com segurados do plano de saúde e nos seus hospitais”.

Relatório

Este foi o último depoimento colhido pela CPI da Covid-19 antes da leitura do relatório final que acontecerá nesta quarta-feira (20/10) a partir das 10 horas. O parecer do relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já é previamente conhecido desde a última sexta-feira (15/10), quando parte dele foi divulgado por alguns veículos de imprensa. O texto pedirá o indiciamento do presidente Bolsonaro em 11 crimes.

“Não há dúvida com relação ao indiciamento do presidente. Tem 11 tipos penais que foram apresentados pelo relator. Talvez, um ajuste em um tipo penal, ou em outro tipo penal. Mas, no conteúdo dos tipos penais apresentados, não há dúvida. E hoje nós vamos, repito, nos reunir para pacificar divergências com relação ao relatório que será lido amanhã e que será votado no dia 26”, falou o senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI.

Randolfe informou também que, até o momento, o parecer da comissão possui 71 pedidos de indiciamentos, sendo 69 de pessoas físicas e duas de pessoas jurídicas.

“Eu acho que ainda tem gente para entrar nesta lista. Está incompleta. O ministro Paulo Guedes vai ter que entrar. Esse é um dos pontos que vamos conversar mais tarde, que eu advogo [visto] que o Ministério da Fazenda utilizou e adotou a estratégia da imunidade de rebanho. [Mas até amanhã] vamos fazer eventuais ajustes, mas que não prejudicarão a leitura. De amanhã não passará. Amanhã o relatório será lido”, finalizou Randolfe.

Fonte: JOTA

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