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Empresa nascida 100% digital agita o comércio de cosméticos

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Cosméticos – Temos aqui mais um caso de sucesso de empresa DNVB (Digitally Native Vertical Brand – marcas verticais digitalmente nativas, em tradução literal). Agora, no ramo dos cosméticos capilares. Trata-se da Forever Liss, que apóia-se em seu modelo de negócio digital para brigar com os players internacionais e nacionais do setor.

A empresa, uma das primeiras marcas nativas digitais do país, aposta no modelo disruptivo de negócios para conquistar o mercado nacional de beleza, estimado em R$ 120 bilhões (com crescimento médio anual em torno de 17%.).

Fundada em 2014 em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, a brand tech nasceu como o site Shop dos Cabelos, com o objetivo de levar produtos de salão para o consumidor final. Agora, a Forever Liss quer se aproveitar do seu DNA digital para liderar o mercado. Hoje, a marca possui mais de 250 produtos distribuídos em 55 linhas (incluindo maquiagem e suplementos vitamínicos), mas não deve parar por aí.

Após a aquisição em 2020 pela gestora de private equity Concept Investimentos, a brand tech adotou planos audaciosos: quintuplicar o faturamento atual, da ordem de R$ 200 milhões anuais, até 2025. Cerca de 80% dessa receita atualmente vem de canais digitais, com a venda direta ao consumidor pela internet.

Atualmente, a marca está entre as primeiras no segmento de empresas de médio porte (faturamento entre R$ 200 milhões e R$ 1 bilhão), atrás das líderes Unilever, P&G, O Boticário, Natura e Avon (com vendas anuais acima de R$ 1 bi).

De acordo com a consultoria internacional McKinsey, o setor foi historicamente dominado pelas chamadas empresas de legado (marcas consagradas como L’Oréal, Revlon, Maybelline, Lancome, MAC, Dior, entre outras) tanto em participação de mercado quanto em prestígio. Nos últimos anos, no entanto, as marcas digitais passaram a se destacar, especialmente aquelas de cosméticos coloridos (maquiagem, colorações capilares e esmaltes), que apresentam alta compatibilidade com o marketing digital devido a natureza visual das marcas e produtos – a exemplo de Urban Decay, Benefit, Too Faced, Nyx e Anastasia.

DNVB: empresa nascida 100% digital agita o comércio de cosméticos:

Ainda segundo o estudo da McKinsey, as marcas entrantes nativas digitais receberam mais de 70% dos US$ 2,7 bilhões que foram investidos por fundos globais de venture capital no setor de beleza desde 2008. As marcas que nasceram digitais provam que empresas de varejo que têm seus processos (integração de canais, análise de dados e outras vertentes nativas) no mundo online melhoram a eficiência de produção, logística e a experiência de compra ao vender diretamente para o cliente.

O modelo tem impacto direto nos níveis de satisfação do consumidor e, consequentemente, no valor da empresa para o mercado. Com a chegada de novos executivos com ampla experiência na área digital, a empresa está ainda mais preparada para os novos rumos.

Fonte: Classificados D

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