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Estoque de kit-intubação segue preocupante, afirmam gestores de saúde

A indústria farmacêutica e os gestores públicos e privados da área de saúde apresentaram quadro ‘preocupante’ dos estoques de kit-intubação e de outros medicamentos no País, durante audiência virtual nesta terça-feira (18) da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha ações de enfrentamento à Covid-19.

Segundo a Agência Câmara, em alguns municípios, os hospitais públicos e privados tiveram de desativar UTIs devido à falta desses produtos em março, durante novo pico da pandemia e colapso em unidades de saúde no Brasil. Hoje a pressão é um pouco menor, mas a situação se mantém crítica diante do número diário ainda elevado de casos e mortes por Covid-19.

O assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), Heber Bernade ressaltou a gravidade do momento. “A situação não está nem perto de ser resolvida de forma plena, o que faz com que os estabelecimentos e as secretarias estaduais vivam um dia após o outro. O drama do risco iminente de falta pontual em alguns hospitais ainda existe em todas as unidades da Federação”, cometou.

O Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) apresentou avaliação semelhante nas unidades sob administração das prefeituras. Dados mostrados pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) revelaram que o panorama também é grave na rede particular.

“Para os medicamentos anestésicos, temos hoje 71,7% dos hospitais que possuem duas semanas ou mais de estoque. No entanto, 23% têm uma só semana de estoque e 5,1% possuem menos de cinco dias”, informou Leonísia Obrusnik, uma das coordenadoras da associação. Segundo ela, em relação ao kit-intubação, há 69% dos hospitais com estoque de duas semanas ou mais; 20% com estoque para uma semana; e 7,6% para cinco dias.

Kit-intubação

O kit-intubação é um conjunto de equipamentos e remédios usados para a colocação de um tubo na traqueia do paciente, a fim de mantê-lo conectado a um ventilador pulmonar. Medicamentos hipnóticos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares também fazem parte do kit. O Conasems apontou falta desses bloqueadores neuromusculares nas últimas semanas, enquanto a rede privada citou desabastecimento de antibióticos hospitalares.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, admitiu que o problema ainda está longe de uma solução definitiva. “Estoques confortáveis, só os vamos ter com o fim da pandemia e, mesmo assim, ainda vamos ter problemas durante um período subsequente. A indústria nem os distribuidores têm reserva”.

O Sindusfarma pediu à Anvisa que prorrogue, por mais 30 dias, as regras emergenciais de produção, já que a vigência de algumas delas termina nesta semana.

Custos

Mussolini lembrou que o agravamento da pandemia na Índia, um dos maiores fabricantes mundiais de medicamentos e equipamentos, afeta o estoque regulador. Ele informou que a indústria nacional tem trabalhado em turnos ininterruptos para ampliar a produção, o que pode gerar aumento de custos.

O presidente da Confederação Nacional de Saúde, Breno Monteiro, salientou que, em março, houve aumento de cerca de 2.000% na demanda desses medicamentos e alta de até 600% nos preços.

Em busca de solução mais duradoura, o Conass defendeu a adoção de plano de contingência de longo prazo com estoque doador e uma espécie de ‘poupança’ de medicamentos para 2022 e 2023.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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