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EUA enfrentam greve de farmacêuticos

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Greve de farmacêuticos
Foto: Depositphotos

Grandes redes de farmácias dos Estados Unidos estão enfrentando uma greve de farmacêuticos em meio ao período mais movimentado de vendas, quando os consumidores procuram ajuda com compra de medicamentos para resfriados e gripes e aplicações de vacinas.

Mesmo com algumas grandes redes de farmácias contratando funcionários em horários de pico, especialistas afirmam ainda não há trabalhadores suficientes para atender a demanda.

Nos últimos anos, as drogarias têm lutado para preencher vagas abertas de farmacêutico e técnico de farmácia, embora muitas tenham aumentado os salários e oferecido bônus de assinatura.

A grande queixa dos farmacêuticos é a alta carga de trabalho – que inclui preencher e verificar as receitas, atender chamadas telefônicas, administrar o caixa e abastecer as prateleiras das farmácias – atividades que tiram o tempo do profissional para atender os pacientes.

As grandes redes costumam operar lojas com apenas um farmacêutico de plantão por turno, modelo que acaba dificultando o recrutamento de funcionários.

A contínua escassez de medicamentos no país também manteve os trabalhadores das farmácias mais ao telefone, o que aumentou ainda mais o estresse e a carga de trabalho.

Greve de farmacêuticos

No começo do mês, funcionários da Walgreens e da CVS iniciaram um protesto pedindo melhorias nas condições de trabalho. A Associação Americana de Farmacêuticos afirmou, num comunicado de apoio às greves, que os profissionais lutaram durante anos com “problemas no local de trabalho, levando a frustrações e esgotamento, afetando a sua saúde mental e bem-estar”.

A entidade atribuiu, entre outros fatores, as cotas ao número de receitas aviadas por hora e de vacinas administradas por dia.

Christine Settie, de 64 anos, afirmou que largou como técnica de farmácia na CVS após 39 anos no emprego. Com um salário de US$ 18,19 por hora, ela era responsável pelo atendimento no drive-thru da farmácia, do balcão da frente e dos telefones e também contava comprimidos. Muitas vezes ela era a única trabalhadora além do farmacêutico de plantão.

As ações das redes para contornar o problema

Uma porta-voz da CVS disse que a empresa está focada em responder às preocupações levantadas pelos seus farmacêuticos e tomou várias medidas, incluindo “fornecer recursos farmacêuticos adicionais” em mercados que necessitam de apoio.

A Walgreens contratou mais de 1.000 farmacêuticos no segundo trimestre, mas ainda enfrenta uma escassez de candidatos a novos postos de trabalho. A rede está adicionando centros de processamento em todo o país para aliviar parte da carga de prescrição de suas lojas.

Com informações do The New York Times e Associated Press

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