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Laboratórios não valorizam sustentabilidade em ações digitais

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Farmacêuticas não valorizam sustentabilidade em ações digitais

Estudo conduzido pela Zeeng, plataforma especializada no monitoramento de marcas, analisou como a indústria farmacêutica trabalha as questões de sustentabilidade e responsabilidade ambiental em seus canais digitais. O resultado mostra que o tema é irrelevante para o setor.

Produzido com exclusividade para o Panorama Farmacêutico, o levantamento elencou as 20 companhias que mais trabalharam os temas no ambiente digital das marcas, considerando redes sociais e notícias na internet nos últimos 12 meses até 1º de maio de 2021. Foram analisadas 220 mil notícias.

“Identificamos que algumas marcas já são reconhecidas por este posicionamento, enquanto outras fazem uso apenas de esforços de comunicação. Ainda assim, as publicações representam apenas 2,3% do total de postagens”, afirma Eduardo Prange, CEO da Zeeng. Para piorar o cenário, o volume de conteúdo noticioso sobre os temas representa 1,8% do número de notícias.

Top 20 na indústria farmacêutica

O estudo revela que Janssen, Pfizer e Bayer são as empresas que tiveram a maior pontuação. O top 5 também conta com a Merck e Eurofarma.

Posição

Empresa Score
1 Janssen Brasil

7,86

2

Pfizer 7,52
3 Bayer

7,08

4

Merck 7,04
5 Eurofarma

6,59

6

Prati-Donaduzzi 6,32
7 Novartis

6,26

8

Aché 6,19
9 Sanofi

6,16

10

GSK 5,99
11 União Química

5,81

12

Neo Química 5,45
13 Roche

5,40

14

Hypera Pharma 5,29
15 Teuto

5,17

16

EMS 4,99
17 Cimed

4,82

18

Takeda 4,76
19 Novo Nordisk

4,71

20

Biolab 4,65

 

Poucas notícias em relação ao volume total

A pesquisa aponta que, de 220 mil notícias, apenas 3,5 mil (1,59%) foram relacionadas ao tema Sustentabilidade e Meio Ambiente. Bayer, Pfizer e Neo Química são as que mais sobressaíram nas divulgações.

Laboratórios não valorizam sustentabilidade em ações digitais

Laboratórios não valorizam sustentabilidade em ações digitais

Degradação ambiental

Temas sobre a Amazônia, Floresta Amazônica, Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica representam somente 0,32% dos conteúdos. Foram 713 notícias sobre áreas de degradação no Brasil que envolvem um posicionamento da indústria farmacêutica em relação ao assunto. Bayer, Janssen e Pfizer foram as três empresas com a melhor colocação.

 

Laboratórios não valorizam sustentabilidade em ações digitais

Eurofarma (46,7%), Teuto (21,9%), Bayer (19%), GSK (7,1%) e Merck (5,3%) foram as marcas que mais postaram temas relacionadas à sustentabilidade e ao meio ambiente.

Eurofarma é a mais consistente

A Eurofarma foi a marca que mais obteve interações em publicações do gênero, explorando todas as redes. “Essa informação mostra que a marca tem se posicionado sobre o assunto de forma consistente, visto que os posts estão segmentados em diferentes períodos nos últimos 12 meses”, ressalta Prange. A marca não está entre as que possuem maior ativo social e isso mostra que o volume de interações não está diretamente relacionado ao número de seguidores e sim à estratégia de conteúdo.

Áreas de degradação

As publicações específicas sobre queimadas e desmatamento representam 0,1% (10) do conteúdo geral (9,2k). A Eurofarma e a EMS destacam-se no Facebook e no Instagram falando sobre as áreas de degradação do Brasil. No Twitter, a Eurofarma é a única marca que publicou um conteúdo relacionado às áreas de degradação no Brasil. Essa publicação, replicada em todas as redes, foi a que mais obteve interações em todas as redes sociais.

Laboratórios não valorizam sustentabilidade em ações digitais

O estudo na íntegra pode ser conferido pelo site https://www.meioambiente.zeeng.com.br/.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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