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Farmácia de igreja é lacrada após investigação apontar distribuição ilegal de remédios

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Dois farmacêuticos responsáveis pela unidade, em Campo Limpo Paulista (SP), devem prestar depoimento à polícia nos próximos dias. Foram apreendidas mais de 3,5 mil caixas de remédios. Alguns dos medicamentos precisam de retenção da receita. Farmácia de igreja é lacrada após investigação apontar distribuição ilegal de remédios

Reprodução/TV TEM

Uma farmácia de uma igreja em Campo Limpo Paulista (SP) foi lacrada pela Vigilância Sanitária depois que uma investigação da Polícia Civil constatou que o local distribuía medicamentos de forma irregular.

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Dois farmacêuticos responsáveis pela unidade devem prestar depoimento à polícia nos próximos dias. A igreja fica no bairro Jardim Solange.

Vários medicamentos foram apreendidos, entre eles anti-inflamatórios, remédio para o tratamento de insuficiência cardíaca, pressão alta e até calmantes. Alguns deles precisam de retenção da receita.

Segundo a Polícia Civil, os medicamentos eram distribuídos sem nenhum tipo de controle. No total, foram apreendidas mais de 3,5 mil caixas de remédios. Algumas delas eram amostras gratuitas, enquanto outras tinham a numeração de lotes existentes na farmácia da prefeitura.

Farmacêuticos são investigados por suspeita de distribuírem remédios de forma irregular

A corporação informou que a farmácia da igreja tinha autorização do Conselho Regional de Farmácia, mas funcionava de forma irregular. Uma farmacêutica que estava no local disse aos policiais que todos os medicamentos foram doados, mas não soube comprovar quem fez as doações.

‘Várias medidas não estavam sendo respeitadas, entre elas a documentação comprobatória da origem dos medicamentos e também um controle de quem era os pacientes que recebiam esses remédios’, aponta o delegado Marcel Fehr.

Em nota, a Prefeitura de Campo Limpo Paulista informou que nenhum dos medicamentos apreendidos foi comprado pela atual gestão e que abriu uma sindicância para apurar os fatos.

‘Mesmo que esses medicamentos não tenham sido desviados da prefeitura, existem outras infrações penais que esses farmacêuticos possam ter cometido, que são crimes contra a saúde pública. Tanto que, eventualmente, em um caso de condenação, a pena prevista pode chegar a 15 anos de prisão’, explica Fehr.

Fonte: Jornal Garopaba

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