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Future Trends: “farmacêuticos são os mais subutilizados na saúde”

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Dr. Bertalan Meskó, uma das principais vozes mundiais para assuntos associados à tecnologia em saúde e diretor do instituto The Medical Futurist, trouxe importantes provocações para os participantes do Abrafarma Future Trends. E o especialista foi taxativo ao declarar que “os farmacêuticos são os ativos mais subutilizados na saúde”.

O evento entrou nesta terça-feira (14 de setembro) em seu segundo dia, tendo início com uma rápida explanação de Jarbas Barbosa, vice-diretor geral da Organização Pan-Americana de Saúde. Na sequência, o médico húngaro começou sua série de reflexões sobre o papel das novas tecnologias em meio a barreiras como o déficit global de 5 milhões de profissionais no setor e a falta de adesão de 1/3 dos pacientes ao tratamento.

“Mas não estamos diante de uma revolução tecnológica. Estamos falando de uma transformação cultural, na qual o consumidor/paciente sai da posição passiva na relação com o profissionais de saúde para se empoderar e se envolver por inteiro em seu tratamento”, ressalta.

E nesse contexto, os farmacêuticos ganham especial relevância. “Eles são os recursos mais subutilizados na saúde. Reúnem uma gama de conhecimentos fundamentais para ajudar o paciente a interpretar os dados clínicos e garantir um encaminhamento mais preciso ao médico”, observa.

Farmácias como postos de saúde avançados

A implementação de quiosques e salas de saúde no varejo farmacêutico é uma tendência, assim como a integração do setor ao ecossistema de saúde, por meio de exames rápidos e sistemas de teleatendimento clínico. No entanto, Meskó acredita que esses cenários já estão defasados quando se pensa na farmácia do futuro.

“Hoje, já se espera que as farmácias sejam verdadeiros postos de saúde avançados. Elas atuariam como uma extensão da indústria farmacêutica, colocando em prática tecnologias como a impressão de medicamentos em 3D”, pontua.

Paciente no centro? Não, é preciso ir além

Colocar o paciente no centro das decisões tornou-se quase um mantra para o mercado farmacêutico. Mas para Meskó, é preciso ir muito além. “Não basta ele estar no centro. Ele precisa estar envolvido diretamente nas decisões de alto nível. Não podemos projetar a estrutura de uma farmácia com serviços de saúde, por exemplo, sem obter as impressões e o veredicto do cliente”, argumenta.

“O consumidor não quer somente medicamentos, mas os remédios integrados a um aplicativo de saúde digital. É o que começa a acontecer em mercados como a Alemanha. Mesmo mais dispendiosos à primeira vista, são recursos que garantem a adesão ao tratamento e geram economia para todo o sistema”, conclui.

 

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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