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Industriais prestam mais atenção em Ciro Gomes

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Empresários cearenses da indústria, com os quais esta coluna conversou ontem, estão bem impressionados com a performance do ex-ministro Ciro Gomes que, agora sob a orientação do publicitário João Santana, dispara sua artilharia verbal contra o ex-presidente Lula e, também, claro, contra o atual presidente Jair Bolsonaro.

Ciro e Santana parecem haver descoberto a pólvora da eleição presidencial de 2022, por enquanto polarizada pelos radicais da esquerda, com Lula à frente, e da direita, liderada por Bolsonaro.

E mais: com base nas últimas pesquisas, ambos estão certos de que um candidato de centro esquerda terá todas as chances de chegar ao Palácio do Planalto, se elaborar e apresentar ao eleitorado um discurso de união que atraia a majoritária parcela da população que deseja fugir dos dois extremos.

Numa entrevista que, na semana passada, concedeu à jornalista Gabriela Priori, Ciro Gomes cumpriu à risca a orientação do seu marqueteiro. Bateu duro em Bolsonaro e, mais ainda, em Lula e no PT.

O ex-ministro da Fazenda e da Integração Nacional e ex-governador do Ceará está gostando dos espaços que a mídia lhe tem dado de uns tempos para cá.

Ele sempre reclamou de que, nas três vezes em que tentou a presidência da República, o debate esteve interditado porque o PT e o PSDB, tradicionalmente consorciados na disputa pelo poder, evitaram, com o conluio da imprensa, o surgimento de uma voz dissonante, a terceira via, digamos assim.

Pois essa voz chegou, e é a de Ciro Gomes, que deve estar – como seu orientador – preparado para a confrontação do que pensou e afirmou no passado recente sobre a política, os políticos e a economia, e sobre o que pensa e diz hoje a respeito dos mesmos temas e personagens.

Os números das últimas pesquisas têm sido ruins para Ciro, que patina entre 6% e 10% das intenções de voto.

Mas pesquisa de opinião pública – o próprio Ciro o considera – é só o retrato do momento em que ela foi realizada. Como nuvem, ela muda segundo o vento dos fatos e de suas circunstâncias.

A radicalização de lulistas e bolsonaristas poderá ampliar ainda mais o porcentual do eleitorado que não sabe, hoje, um ano e cinco meses da eleição, em quem votará para presidente.

No Datafolha, são impressionantes 49%.

Ciro precisará calibrar seu discurso, uma vez que há vários públicos como alvo.

Um deles, por exemplo, é o público das corporações que se apoderaram de toda a estrutura do serviço público federal, estadual e municipal.

Elas são contra qualquer reforma administrativa que ponha em risco seus direitos e absurdos adquiridos, e essa reforma é essencial para o ajuste das contas públicas.

Pela proposta de reforma que tramita no Congresso, os atuais funcionários públicos manterão intactos seus privilégios, que serão, porém, reduzidos, ou extintos, para os futuros servidores.

Outro público-alvo importante é a comunidade cristã – católica ou não.

Na última eleição e em pronunciamentos mais recentes, Ciro adotou uma posição contrária a temas muito caros aos cristãos, como o do aborto. Em várias de suas entrevistas, ele se posicionou criticamente ao que chama de ‘moral católica’.

Os católicos e os evangélicos são um segmento importante do eleitorado que precisa ser levado em alta conta. Desdenhar dele não é nem será boa medida, e um bom marqueteiro o sabe.

Mas não é só isso: o PDT e João Santana terão de, também, refazer as relações de Ciro com o mercado financeiro (podem chamar-me de banqueiros) e com uma parte importante da mídia, principalmente a do Sudeste, que hoje lhe dá espaço porque é muito interessante seu discurso anti-bolsonarista.

Porém, uma boa conversa que devolva a confiança entre as partes resolverá esse detalhe.

O papel de João Santana é e será, pois, importante para a estratégia do PDT e de Ciro Gomes de tornar-se a terceira via da eleição presidencial de 2022.

VOCÊ DEVE AO FINOR? ENTÃO CORRA AO BNB

Se você – empresário da indústria, da agropecuária, do comércio ou do serviço – o turismo incluído – tem alguma dívida com o Finor, fique sabendo que terminará no próximo dia 27 o prazo para a adesão à MP 1017, que permite a renegociação e a quitação desse débito em condições excepcionais, como, por exemplo, o desconto de até 80% do principal.

A MP vale para as empresas inadimplentes com o Finor (Nordeste) e com o Finam (Amazônia).

Na situação de inadimplência, há 1.100 empresas nas duas regiões, sendo 700 no Nordeste.

Para usufruir dos benefícios que a MP concede, as empresas devedoras devem formalizar sua adesão o quanto antes na agência do BNB em que estiver espetada essa dívida.

CEARÁ LIVRE DA MOSCA DA FRUTA, DE NOVO

Foi revalidado o reconhecimento da área livre da praga Anastrepha Grandi (a mosca da fruta) no Estado do Ceará, compreendendo os municípios de Aracati, Fortim, Jaguaruana, Icapuí, Itaiçaba, Limoeiro do Norte, Palhano, Quixeré, Russas, Tabuleiro do Norte e o distrito de Aruaru, no município de Morada Nova.

A revalidação, que será mantida por tempo indeterminado desde que observadas as exigências a serem observadas, está na Portaria 305, do último dia 12, do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, que também beneficia vários municípios do Rio Grande do Norte, entre os quais Mossoró, Ipanguassu, Pendências, Serra do Mel e Tibau.

É nessas regiões o que estão as grandes fazendas cearenses e potiguares de produção de melão, melancia e banana.

ABRAFARMA FARÁ CAMPANHA MOVIDOS PELA SAÚDE

Informa a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que representa 45% das vendas de medicamentos no país: ela deu início ao projeto Movidos pela Saúde, que contará com campanha de orientação à população e até um programa de TV.

Por meio da iniciativa, a Abrafarma celebra seus primeiros 30 anos de atividade, enfatizando o papel do varejo farmacêutico na promoção da saúde e do bem-estar dos brasileiros.

O projeto se estenderá até o fim do ano e tem como uma das primeiras ações o lançamento, nesta semana, de um Cartilha de Conscientização sobre o Autocuidado, que pode ser baixada, gratuitamente na página oficial criada para o Movidos pela Saúde.

‘Toda a população tem acesso a esse material, assim como as farmácias poderão utilizá-lo em campanhas de orientação aos seus clientes’, diz o cearense Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

Mena Barreto ressalta a relevância da iniciativa especialmente neste período de pandemia.

‘A Covid-19 mudou por completo a percepção dos brasileiros em relação às suas condições clínicas, ao mesmo tempo em que colocou holofotes sobre as farmácias e realçou sua relevância como canal de atenção primária à população’, afirma ele.

PMF TEM MAIS UM DOUTOR

Alexandre Pereira, secretário de Turismo da Prefeitura de Fortaleza acaba de concluir o doutorado em Administração de Empresas.

Graduado pela Uece, pós-graduado pela UFC, ele agora é doutor pela Universidade de Lisboa, em Portugal.

Ele defendeu ontem sua tese, privada pela unanimidade da banca examinadora.

ONGS EUROPEIAS InVENTAM CONTRA O BRASIL

Há informações, com origem em ONGs europeias, segundo as quais alguns países da Europa ameaçam fazer boicote aos produtos da agropecuária brasileira como protesto pelo desmatamento na Amazônia.

E incluem o suco de laranja brasileiro nessa lista.

Esse suco maravilhoso, consumido em grande escala pelos norte-americanos, é produzido em 351município de São Paulo e Minas Gerais, onde seja, cerca de 3 mil quilômetros ao Sul da Amazônia.

Ibiapaba Neto, diretor executivo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Críticos, transmite uma notícia que, de forma contundente, desautoriza o que dizem aquelas ONGs em relação aos produtores brasileiros de laranja:

Para cada 2,5 hectares de laranja produzida, há 1 hectare de vegetação preservada, o que significa a preservação de 181 mil hectares dentro das fazendas produtoras de laranja.

Fonte: Diário do Nordeste Online

Veja também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/03/22/anvisa-libera-utilizacao-de-cilindros-industriais-para-fins-medicinais/

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